25 dezembro, 2006

O pecado do natal...

(Wallpapper "O Senhor é Santo" - IBR) Aproveitando esta data convencionada como o dia do nascimento do nosso Senhor Jesus Cristo como homem, pois sabemos que Jesus existe desde o princípio, ou melhor, “tudo que existe foi feito por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1:3), resolvi “teologar” a respeito das comemorações referentes ao natal, consciente de ser este um assunto um tanto controverso e polêmico, especialmente no meio evangélico.

A história nos conta que os símbolos e tradições natalinas de fato se originaram em festas pagãs geralmente ligadas a adoração de ídolos. Analisemos alguns:

A festa do natal: A celebração do Natal antecede o cristianismo em cerca de 2000 anos. Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e Marduk, seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha. A tradição dizia que o rei devia morrer no fim do ano para, ao lado de Marduk, ajudá-lo em sua luta. Para poupar o rei, um criminoso era vestido com suas roupas e tratado com todos os privilégios do monarca, sendo morto e levando todos os pecados do povo consigo, restabelecendo, segundo a crença, a ordem natural das coisas. Claro que existem outras versões para a origem do natal, mas todos semelhantes a esta.

Papai noel: A crença no Papai Noel, tem origem na Igreja Católica, como uma homenagem prestada ao padre Saint Claus, que conforme relatos, em data próxima ao natal, distribuía presentes entre a população. Inclusive, nos Estados Unidos, o Papai Noel é conhecido por: “Santa Claus”. O bom velhinho, sutilmente toma para si, atributos exclusivos do Todo Poderoso, como a onisciência, pois conhece o comportamento e os pedidos de todas as crianças, e a eternidade, pois se mantém o mesmo sempre. Observo muitos pastores e evangélicos em geral se referir ao papai noel como o inimigo disfarçado o qual com a sua astúcia vem minando e destruindo espiritualmente a humanidade. Há ainda quem diga que o papai noel surgiu de uma estratégia de marketing da empresa de refrigerantes multinacional, Coca-Cola.

Árvore de natal: A origem da árvore de Natal é mais antiga que o próprio nascimento de Jesus Cristo, ficando entre o segundo e o terceiro milênio A.C.. Naquela época, uma grande variedade de povos indo-europeus que estavam se expandindo pela Europa e Ásia consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Mãe Natureza, por isso lhes rendiam culto. O carvalho foi, em muitos casos, considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido. A árvore de Natal moderna surgiu na Alemanha e suas primeiras referências datam do século 16. Foi a partir do século 19 que a tradição chegou à Inglaterra, França, Estados Unidos, Porto Rico e depois, já no século 20, virou tradição na Espanha e na maioria da América Latina.

Existem ainda outros símbolos como os enfeites de natal e o presépio, todos extraídos de cultos ou crenças pagãs (entenda-se pagã como uma sociedade que não acredita no Deus Todo-poderoso, o Deus de Israel) e diante destes fatos, que me parecem irrefutáveis levando-se em conta as pesquisas já realizadas neste sentido, com vasta publicação pela internet ou em livros relacionados, eu sou tentado a fazer o seguinte questionamento:

E daí?

Qual o problema em festejarmos o nascimento de nosso Salvador numa data convencionada mesmo sabendo não corresponder com a data correta? Ou o que temos a ver com o fato de pessoas haverem, num determinado momento da história, utilizado alguns dos objetos presentes nas festas natalinas para adorar outros deuses? Afinal nós, os evangélicos, comemoramos nesta data o deus sol ou o nosso Eterno e Supremo Senhor Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e que por seu grande amor se entregou a morte pra nos salvar de toda condenação que tínhamos em conseqüências de um dia sermos idólatras e termos servido a outros deuses? Ou não é verdade que foi Cristo quem criou TODAS as coisas assim como afirmou João, o discípulo amado de Jesus?

O salmo 148 afirma que toda a criação deve louvar ao Senhor, pois com esse propósito todas as coisas foram criadas, desde os seres viventes até os seres inanimados. Por outro lado, o papel de satanás foi sempre “Matar, roubar e destruir (Jo 10:10)” e é exatamente isso que ele vem tentando fazer, tomar para si aquilo que pertence a Deus, inclusive a adoração. Foi exatamente isto que ele tentou fazer no deserto, oferecendo todos os reinos do mundo em troca da adoração de Jesus e isso é o que ele tem conseguido fazer com aqueles que não conhecem a Cristo. Porém nós o conhecemos e o natal é para nós muito mais do que a comemoração do nascimento do homem Jesus, mas é a data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo em nossas vidas, nos justificando e nos redimindo do pecado e nos livrando de toda a maldição da lei, sofrendo em nosso lugar todo aquilo que deveríamos sofrer e pagando toda a dívida que era contra nós. Dessa forma não pertencemos mais a satanás e sim ao Senhor detentor de todo o poder no céu e na terra, Jesus Cristo (Mt 28:18).

O pecado, ensina a palavra de Deus, habita na intenção do coração e a respeito disso Tito também afirma que “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados”.


É preciso conhecer a palavra de Deus para não desviarmos da verdadeira fé e assim estarmos propensos a todo tipo de vã doutrina usada com o pretexto de tornar as pessoas mais espirituais, como um falso ascetismo, trazendo com isso o famoso fardo dos usos e costumes que, a meu ver, substituem os jugos da lei, dos quais Jesus também nos livrou. Se assim não fosse, inúmeras atitudes e costumes comuns a nossa sociedade e aos cristãos evangélicos estariam impedindo de alcançarmos a santidade exigida por Deus, afastando-nos da pureza a qual deveríamos andar (Hb 12:14) como por exemplo uma grande parte dos animais que completam nossa alimentação diária, pois era assim antes de Jesus nos libertar (I Tm 4:1-5).

Nesse sentido redijo minha conclusão, afirmando não reconhecer algum pecado nesta comemoração, salvo quando esquecemos Cristo e dedicamos o nosso dia de natal exclusivamente a nós mesmos, aos presentes e símbolos, sem lembrar quem de fato nasceu para nos salvar. Deus seja conosco.



6 comentários:

  1. sua descricao sobre a origem do "papai noel" esta muito resumida e imprecisa .

    ResponderExcluir
  2. Vc Está certo, caro amigo anônimo, porém a minha intenção nem de longe está em esquadrinhar as origens destes símbolos (eu me limitei a citar apenas uma ou duas possíveis) e sim tentar demonstrar que eles não representam, para a vida de um cristão genuíno, uma forma de maldição, idolatria ou pecado...

    ResponderExcluir
  3. Excelente texto. Acrescentaria como ouvi de um pastor, que o que é hoje considerado de Satanás, foi o homem quem o "entregou". Afirmando que isto ou aquilo não pertencem a Deus e sim a ele, quando na verdade Deus controla todas as coisas. O coração do homem é que é enganoso, e cultua as coisas erradas.

    1 Coríntios
    10:31 Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei TUDO para glória de Deus.

    ResponderExcluir
  4. Olá Alexandre, paz..

    É bem por ai mesmo, este texto é bem antigo, porém a idéia continua sendo a mesma... todas as coisas são puras para os puros, importa é que façamos para a Glória de Deus, que é o nosso caso.

    Além disso, o natal é um dos melhores momentos para se pregar o evangelho, pois é uma data esperada por todos, inclusive os não cristãos, que buscam a igreja em razão disso...

    ResponderExcluir
  5. Amigo. Não preciso me drogar pra orar por um drogado. Não preciso comemorar em data específica para crer que Deus veio em carne para destruir as obras do diabo. Tudo o que gera imagens é pecado. Senão a Bíblia estaria errada. E pela fé cremos nela. Toda a forma materializada de comemorar o natal e/ou outras datas (espiritualmente falando) é pecado.

    ResponderExcluir
  6. Caro amigo anonimo, quem confronta o homem por causa do pecado é o Espírito Santo de Deus, vc não usou um texto bíblico sequer para confirmar sua afirmação, e esse nosso evangelho afirma categoricamente que, para os puros, nada é impuro, o que não pode ser interpretado de forma absolutista, pois há praticas impuras em si mesmas.

    Ora, nestes casos, como afirmei acima, é o espírito santo de Deus, que habita em nós, que irá nos causar esse confronto, mas nem eu, nem minha congregação sentimos culpa nenhuma ao nos unirmos para comemorar o natal...

    Não sei, vai ver nenhum de nós somos cristãos genuinos, por isso não sentimos arrependimento por pratica tão abominável...

    Aguardo os textos bíblicos... paz.

    ResponderExcluir

Somente comentários ofensivos serão moderados. Discordar de mim não é pecado, então discorde à vontade.