23 agosto, 2009

A quem cultuamos?

Por Ruy Cavalcante

Eram 22:30 quando cheguei em casa hoje, após o culto. Estava com muita dor de cabeça antes de sair, porém a noite era especial para mim, pois marcava meu retorno ao ministério de louvor de minha igreja, do qual havia saído a alguns meses para me dedicar somente ao ensino da palavra. Vários motivos me levaram a decidir retornar mas o principal deles é o meu desejo em contribuir para que se encontre um sentido para a existência deste ministério eclesiástico.

Como eu previ a noite foi realmente especial. Não por causa da banda, não por causa das músicas ou da resposta dada pela comunidade à elas, tampouco porque consegui executar todas as minhas “técnicas” na minha querida percussão. O especial da noite foi que mais uma vez Deus me transformou e abriu meus olhos para o que estava tão latente: Nós (e aqui incluo boa parte das comunidades evangélicas) poucas vezes cultuamos a Deus. Poucas vezes nosso culto é direcionado a quem de fato deveria.

Por culto entendo a atitude de adorar e prestar honra e homenagens a Deus (considerando que só Ele é digno de ser cultuado). Porém quando estava lá em cima, no púlpito, tocando, cantando e ouvindo as palavras do ministro, percebi que estamos direcionando o nosso culto para outros fins. Nossas músicas falam do ser humano, de como ele pode ser abençoado, de como ele pode alcançar vitória, conquistar coisas. As nossas orações também se concentram em pedidos pessoais e gerais, com pouca ênfase na simples adoração, e quando o fazemos é como uma introdução a um pedido especial.

Em raros momentos cantamos alguma música em que a letra trata da simples adoração. São nesses pequenos intervalos que o culto de fato parece ter sentido.

É, temos muito trabalho pela frente. Muita coisa a ser transformada. Graças a Deus pela sua misericórdia, pois mesmo com toda nossa negligência e falta de entendimento Ele nos abençoa continuamente, pois seu amor é incondicional, não depende de nossos erros e acertos.

Espero que um dia possamos amá-lo da mesma forma, sem esperar nada em troca, adorando-o sem com isso planejar conquistar qualquer benção, somente por amor, aquele amor “tal” que sempre tentamos explicar, mas que poucas vezes decidimos viver...

Decida viver por amor enquanto é tempo, pois contra o amor não há lei.

Fonte da imagem (editada): http://semiaderb.spaces.live.com/blog/
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