13 dezembro, 2009

Geração Pinky e o Cérebro

Para os mais desavisados, “Pinky e o Cérebro” trata-se de um desenho animado bastante conhecido e, em minha opinião, muito divertido. A trama narra estórias curtas onde os personagens homônimos planejam conquistar o mundo, fazendo uso das mais mirabolantes estratégias, hilárias na maioria das vezes.

Porém, deixando a diversão um pouco de lado, é impossível não perceber a semelhança entre os objetivos destes personagens fictícios e o escopo da geração gospel formada especialmente na ultima década. Parece que o Espírito Santo deixou de ser O Consolador para tornar-se estrategista do mercado imobiliário ou especulador da bolsa de valores, afinal de contas, só necessitam de consolo os que sofrem, e uma geração de conquistadores como esta desconhece tal estado da alma.

As músicas desta prole ostentam frases “proféticas” como “reinar em vida eu vou” e “minha missão é vencer ou vencer, conquistar a terra com poder”. As pregações esquadrinham passos para a vitória, atitudes de um vencedor, táticas de guerra para conquistar território e tantos outros delírios da cultura evangélica contemporânea, que mais parecem plágios mal elaborados dos planos do ratinho Cérebro.

Pobres apóstolos, não tiveram a oportunidades de conhecer as artimanhas do pequeno roedor. Foram enganados por um tal Jesus que exigia renúncia, que anunciava perseguição aos seus seguidores e que conquistou uma vitória em outra terra, sem saber que precisamos (ou queremos) mesmo é conquistar o mundo.

Para que apoderar-se de uma terra que nem mesmo posso ver, se existe tanto espaço por aqui mesmo?

Acabo lembrando outro desvario desse “rapaz” que parece não entender o verdadeiro papel da “igreja dos crentes”:

“De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder a sua alma?” (Jesus de Nazaré)

PS.: A aparente falta de conclusão deste post não é por acaso, a verdade é que não encontro soluções possíveis para mudar esse quadro e assim concluir o texto, mas posso declarar com certeza: eu não sou e nem quero ser conquistador, pois minha vida não me pertence, ela foi conquistada por esse “tal” Jesus...

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