25 maio, 2009

Uma familía deveria ser...

Uma família deveria ser algo indestrutível. Acredito que este seja o pensamento de Deus para ela. Deveria ser um lugar onde o verdadeiro amor nunca se acabasse. Um lugar de verdadeiro refúgio e conforto onde nossas forças estariam todas concentradas em sua manutenção, preservação, permanência...

Tudo o que somos começou nela. Nossos defeitos, nossos traumas, mas também nossas primeiras lembranças do amor, da felicidade. TODOS deveriam entender o seu valor, a sua importância. Todos nós deveríamos lutar para que ela resistisse aos desafios do dia a dia, pois os dias são maus o suficiente.

Não se pode entender quem não entende... o valor de uma família.

Ela pode formar os mais perigosos malfeitores, quando enfraquecida, mas sempre é nela que são formados os heróis, principalmente os da fé. Não há bem mais precioso do que a família que Deus te deu. Entenda isso. Ame-a. Ame-a com todas as suas forças. Seus pais e irmãos. Seus filhos, esposas e maridos. Pois a falta deles pode destruir você. Espero que isso você jamais entenda... o que é perder sua família. Pior ainda, o que é perder sua família por algo que não tem sequer valor, quanto mais pode ser comparado a ela.

Jamais usurpe sua presença de sua família, jamais a substitua por suas paixões ou a destrua por suas convicções. DEIXE DEUS TE ENSINAR A AMÁ-LA. DEIXE ELE TE TRANSFORMAR, TE RESTAURAR. DEIXE HOJE. Amanhã pode ser muito tarde para isso. Amanha você pode ter conseguido destroçá-la. Não se destrói aquilo que Deus te deu, não sem um dia, mesmo que não agora, Ele te peça contas disso.
"Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da
sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo. (I Tm 5:8)"



24 maio, 2009

O homem que chora...

Hoje acordei antes da hora, com o coração pesado. Minhas frustrações e decepções querendo me sufocar. Mas então lembrei de alguém. Alguém em quem no coração não há dolo e que já sofreu o suficiente por minha causa. Alguém que sempre me visitou nos dias escuros para me confortar com suas próprias dores. Lembrei de que não há amor maior do que o dEle. Ele deve estar chorando agora, lembrando de mim também. Talvez esteja me dizendo: Ei meu filho, homem não chora, mas deixe que hoje eu chore por ti, no teu lugar, vai brincar vai... Esse meu pai... É o melhor Pai do mundo. Tão poderoso que faz o sol brilhar lá por cima disso tudo e que me fez sorrir várias vezes antes mesmo de terminar esta postagem. Vou então me preparar para servi-lo logo mais, pois Ele sim, merece toda a minha dedicação... Obrigado Jesus, louvo-te hoje, amanhã e sempre...



20 maio, 2009

Coração quebrantado e contrito...

Outro dia, discutíamos fervorosamente no interior de meu carango sobre a essência de certa música. Eu, como dono e, portanto mandatário do carro, estava a ouvir uma musica evangélica no ritmo do pagode. Meus caronas reclamando muito diziam que não conseguiam adorar com aquela música por ser sobremaneira rápida demais e num ritmo bastante “alternativo” para seus padrões. Tentei me defender afirmando que o mais importante daquela ou de qualquer outra musica estava naquilo que ela dizia em sua letra, em sua essência.

Cheguei a considerar que músicas bastante tocadas nas igrejas não “dizem” metade do que aquela estava pronunciando e como exemplo citei uma que diz: “Derrama tua shekinah sobre nós”.

Acabei afirmando que esta frase só possui significado para os “crentes antigos”, pois estes conhecem ou pensam conhecer o sentido de “derramar a shekinah” e continuei argumentando que os visitantes e neófitos não tinham idéia do que estava sendo proferido ali e, portanto, perdia-se o sentido. Foi-me contra-argumentado que a referida música “quebrantava” o nosso coração, uma vez que, sendo tocada, muitas lágrimas rolavam e um clima todo diferente se formava. Chegamos a nosso destino e a discussão morreu por ali mesmo, porém pensei bastante sobre esse assunto durante a semana. Não sobre as músicas ou sobre quem “venceu” o debate, mas sobre o que de fato seria um coração quebrantado e contrito.

Busquei então o significado de ambas as palavras, que aparecem juntas no Livro de Salmos na seguinte conotação:
“ O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado;
ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” (51:17)

A palavra “quebrantar” possui sempre um significado semelhante nos mais variados contextos bíblicos. Ela se refere à destruição ou enfraquecimento de algo, neste caso, do coração (e do espírito) do ser humano. Isso traz um significado tremendo. Alguém que tem seu coração quebrantado, o tem enfraquecido para suas próprias paixões, destruído para suas vontades. É aquilo que chamamos de “esvaziar-se a si mesmo e encher-se de Deus”. Por contrição entende-se, e entendo eu, como um arrependimento definitivo, portanto sincero e completo, uma mudança completa de vida, de direção.

Não pretendo me aprofundar teologicamente neste assunto, talvez não tenha condições para isso, mas gostaria de continuar pensando nisso. Baseado em meu último post (O céu sempre atrapalhou os cristãos...), todas as lágrimas que rolam em nossas igrejas têm verdadeiramente sido reflexo de um quebrantamento ocasionado em nosso coração? Estas músicas têm trazido contrição ao coração daqueles que por elas são “tocados”? E por fim, o dia seguinte àquele em que choramos durante um momento de oração e louvor, onde o clima espiritual se estabelece, tem sido caracterizado por uma postura diferente da que tínhamos antes de termos nosso coração quebrantado?

Aguardo comentários. Eu também busco uma resposta...



16 maio, 2009

O céu sempre atrapalhou os cristãos...

A partir deste título, proferido por meu professor durante uma aula de missiologia bíblica, e repetida por mim na reunião de professores da EBD, entramos numa discussão sem muito compromisso teológico, mas que acabou se mostrando um ótimo debate sobre a consciência cristã a respeito do “fazer o bem”, segundo exposto na carta de Tiago, em seu capítulo 4, verso 17, que diz:

“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.”
Há muito os cristãos se revestiram de uma capa escatológica, como se fossemos um “povo do futuro”, escolhidos para um momento vindouro e não para sermos, hoje, o Reino de Deus. Conforme o pensamento de Oscar Culmann sobre o Reino de Deus, este “já e ainda não”. O Reino de Deus já foi instituído na terra e somos nós os seus fieis súditos. Por outro lado, o Reino de Deus ainda não foi instituído em sua totalidade, e aqui sim, o pensamento escatológico tem grande valor, pois o objetivo último de todo cristão é chegar, um dia, a estar face a face com o Criador do Universo, Jesus Cristo, diante do seu trono.

Vamos tentar generalizar este pensamento, apesar de reconhecer infinitas exceções. Em conseqüência de pensarmos sempre no bem vindouro, em nossa própria salvação e visita aos lugares celestiais, acabamos esquecendo que o bem deve ser realidade em nossas vidas e nas vidas daqueles que estão sempre por perto não somente no futuro, mas agora. É papel do cristão, aquele que prega o amor como a principal das virtudes, fonte de nossa salvação no coração de Deus, que fez com que Este não poupasse sequer seu então Único filho para que nós, que nem mesmo pedimos, fossemos por Ele restaurados e perdoados, praticar o verdadeiro amor e fazer o bem num mundo mal. É nossa função como cristãos fazer com que o Reino de Deus se estabeleça onde estivermos presentes, seja em nosso lar, em nosso trabalho, escola, faculdade ou num simples bate-papo de amigos na esquina da rua.

É bem verdade que Jesus deixou uma ordem inegociável, pregar o evangelho, e confesso que evangelizar reflete uma grandiosa esperança salvífica. Porém salvação não significa somente morar no céu, antes engloba, entre outros, a restauração do ser humano. Ora, não consigo racionalizar uma restauração sem renovação pelo amor, sem que nos tornemos capazes de amar “com todas as nossas forças” Àquele que possibilitou tudo isso e ainda àqueles que por Este foram criados.

Mas como, historicamente, temos demonstrado esse tão grande amor que adquirimos? Pessoalmente não me lembro de nenhuma grande contribuição trazida pelo cristianismo ao mundo, nenhuma transformação ou marcação positiva na história causada pelos cristãos, tampouco por nós evangélicos, os “super cristãos”. Salvo raras exceções locais, como alguns avivamentos o que me vem à memória são as fogueiras da inquisição, a dominação feudal, os escândalos financeiros e de abusos sexuais. Localmente os escândalos são muito mais presentes e destrutivos.

Porque sempre abandonamos o bem para nos conformar com o mal? Porque não há luta contra a injustiça e contra o mal? O que estamos esperando para estabelecer o Reino de Deus no nosso mundo, em nosso lar, em nossa igreja local, em nossa classe de aula, em nosso trabalho. Não é nesses lugares que a transformação começa? Porque igrejas com milhares de membros não conseguem transformar sequer a realidade problemática do bairro onde estão estabelecidas? Onde está Deus, onde está Jesus, onde está o amor que pregamos? Porque não conseguimos salgar o mundo, antes somos adoçados por ele? Porque lutamos por um céu que nem mesmo está aqui ainda, enquanto ao nosso lado existem pessoas que sofrem pela falta do bem que podemos e devemos fazer?

Eu não tenho a resposta para estas questões. Eu nem mesmo as entendo. Mas sei que o céu é para nosso beneficio, e que ele já nos foi conquistado e entregue por nosso Senhor Jesus lá naquela cruz. Ele já está esperando por nós. Temos outras coisas a fazer antes de chegarmos até ele. O mundo clama por este amor...



Enfim...

Após exatos 872 dias, volto enfim a postar meus pensamentos, loucuras, visões e pesquisas teológicas, certo de que, agora mais maduro (será?), possa enfim dar início ao que um dia foi um sonho: dar minha contribuição no processo de crescimento que necessitamos urgentemente passar, mesmo sabendo que sou a menor das andorinhas, porém com a melhor das motivações, o amor por Cristo e por Sua Palavra. Deus nos ajude a sempre expressar o seu real pensamento, pois a característica última deste sempre será o amor...