28 julho, 2009

Incorporação gospel

Assista este vídeo:
Por Ruy Cavalcante
O que diria Mircea Eliade se vivesse em nossos tempos? Como ele analisaria o fato de aquilo que no passado a igreja considerava profano, abominação, hoje ela pratica como a última instância da santidade, do sagrado?
Quanta filosofia tem faltado em nossa religião. De quanto conhecimento ou de quanta razão tem carecido nossos religiosos. Até onde chegaremos com essas aberrações, se nem mesmo nossas crianças são poupadas da nossa necessidade de “confessar” santidade?
Afinal de contas, que tipo de santidade queremos viver: aquela que é expressão de minha separação do mundanismo e aproximação da verdade do evangelho e de sua pureza, ou aquela expressa somente em manifestações de duvidosa espiritualidade que não se completam com atitudes e condutas essencialmente cristãs?
Quando Jesus nos ensinou o sincretismo? Quando ele deixou nas entrelinhas que o evangelho poderia ser “misturado” a outras religiões para que as pessoas pudessem ser mais facilmente atraídas por ele? Por que o cristianismo tem lançado tantas perguntas e tão poucas respostas?
Tenho lutado e aguardo ansiosamente por uma solução para esse quadro, mas o cristianismo precisa de mais trabalhadores. Trabalhadores preocupados com a qualidade do adubo e com a saúde da colheita, e que, pensando nisso, não fazem uso de nenhum tipo de “agrotóxico”.
E quanto a você, que adubo tem utilizado em sua lavoura?.



21 julho, 2009

Não me conformo com o cristianismo...

Por Ruy Cavalcante

Não me conformo com o cristianismo. Não me conformo com o rumo que tomamos.

Onde encontramos os delírios que praticamos em nossas igrejas? Certamente não foi no que chamamos de “manual da fé e prática cristã”, a Bíblia. Com certeza não foi nela que aprendemos a tocar no altar para ser abençoado, nem tampouco é nela que encontramos instruções ou passos para a prosperidade financeira.

Como harmonizar a “unção do novilho”, que nos leva a dançar “sublimemente”, com os ensinos de Cristo? Ou como perceber a real necessidade de ungir objetos para que sejam curados, desamarrados e restaurados tantos quantos os tocarem, sem com isso negar toda a obra de Cristo no calvário?

De qual Bíblia retiramos o deus que obriga seus servos a imitarem animais para demonstrar seu poder sobrenatural? Alias, em qual Bíblia encontramos esta palavra ou a frase: “entrar no sobrenatural de Deus”? Nossa vida já não é sobrenatural o bastante para os caçadores de Deus? Existe algo mais sobrenatural e espiritual do que o amor com que devemos nos amar?

Quantos “benny hinns” surgirão até percebermos que a doutrina do cai-cai é alheia à Palavra de Deus? Quantas profetadas obedeceremos até aprendermos que elas devem passar pelo crivo da Palavra? Eu não agüento mais!

Quero viver o evangelho de Cristo, mas não quero isso sozinho, quero companhia. Quero viver o cristianismo que ainda acredita que tudo foi consumado na cruz, que não há mais necessidade de sacrifício nem de artifício nenhum para agradarmos a Deus, basta amá-lo. Basta obedecê-lo. Afinal, só a obediência comprova o nosso amor, como afirma nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo:

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o
que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me
manifestarei a ele. (João 14:21)

Quero viver o evangelho onde um irmão não abandona o outro, onde Cristo é manifesto primeiramente em nossa conduta, onde não há separação entre vida secular e religiosa e onde o perdão nos mantém unidos mesmo durante a mais tenebrosa tempestade. Um evangelho que não nos torna capaz somente de cantar louvores na igreja (templo), mas que nos conduz a uma vida de adoração, de rejeição à injustiça, nos capacitando até mesmo a negar o oferecimento de uma resposta nas provas escolares, se é que você me entende.

Não sei, talvez eu tenha recebido a “unção do choro” e esteja manifestando isso da forma errada. Por outro lado, a “unção do riso” parece se encaixar bem em determinadas manifestações “evangelicais”. Em todo caso, prefiro a unção que recebi a 10 anos, quando Deus me escolheu para servi-lo e para amá-lo e que não deixa eu me conformar com tais aberrações...
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16 julho, 2009

Operação de milagres é reflexo de vida integra com Deus?

Por Ruy Cavalcante
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Resolvi escrever este post inspirado no texto intitulado “Se um pregador faz milagres, então ele é de Deus?” de Leonardo Gonçalves, editor do Blog Púlpito Cristão.

Para iniciar, gostaria de fazer algumas simples perguntas ao seguinte texto bíblico, para que possamos chegar a conclusões também bastante simples, e claras (!?):
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Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. (Mt 7:21-23)

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Eis as perguntas:
1 – Quem entrará no Reino dos Céus? A resposta com certeza não será “aquele que faz milagres”, mas sim aquele que faz a vontade de Deus, não de homens.
2 – Em nome de quem os milagres são feitos? Esta pergunta equivale a “pelo poder de quem?”. A resposta é o próprio orador do texto, Jesus.
3 – De que são chamados estas pessoas que profetizavam, expulsavam demônios e faziam milagres? De iníquos, ou seja, os que praticam injustiça, os perversos, malvados.

Como disse, as conclusões são claras. Não se entra no Reino dos céus com discurso piedoso, mas com obediência à vontade de Deus, isto inclui pregar o verdadeiro evangelho de Jesus, a ordem nos cultos, amar incondicionalmente, dentre outros. Por conseguinte, também podemos afirmar que quem opera tais milagres não é a pessoa em si, por méritos, mas Jesus. Por fim, o mais importante. Profetizar, expulsar demônios e operar milagres e maravilhas não significa ser um servo verdadeiro, santo e puro, antes sinaliza que Jesus tem poder para operar o que quiser, como quiser e através de quem desejar, até mesmo de pessoas que não se relacionam com Ele, que não são transformadas e ainda encontram-se afogadas em suas iniqüidades.

Vale ressaltar que o texto deixa explícito que todas essas operações são de Deus (em nome de Jesus), corroborando com o que Jesus afirmou em Mateus 12:26:

Ora, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino?

Satanás não pode expulsar a si mesmo, caindo por terra qualquer tentativa de deturpar esta passagem afirmando que esses milagres foram realizados por ele.

Quanta diferença para o que vemos no dia-a-dia evangélico. Somos levados a acreditar que se alguém orar com intrepidez significa que este possui intimidade extrema com Cristo, quanto mais se profecias (lê-se profetadas) forem cuspidas irrefreadamente de sua boca. Somos capazes de pagar 30 mil reais (!?) por sua presença em nosso “evento gospel” ou a pagar 7 reais por um milagre por eles liberados “profeticamente”, tudo para estar ao lado do servo fiel, a quem Deus revela o que jamais havia sido revelado, nem mesmo em Sua Palavra (!?)...

Não me estenderei neste assunto, apesar de aparentemente o haver encerrado pela metade, mas fica a pergunta: Você acha possível considerar alguém infiel a Deus após operar tais maravilhas?
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11 julho, 2009

Espiritual x racional?

Por Ruy Cavalcante
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Tenho observado bastante o comportamento de boa parte dos cristãos de minha região frente a assuntos de caráter espiritual. Percebi que existe uma grande confusão relacionada às coisas espirituais ou a vida espiritual que devemos levar.

Esta confusão encontra-se no antagonismo que se faz entre a espiritualidade e a racionalidade do ser humano. Oposição essa totalmente inexistente no ambiente bíblico. Não existe esta separação. Espiritual não é o contrario de racional, antes espiritual é o contrario de carnal e racional o inverso de emocional.

Em consequência disso nós, os cristãos, temos deixado de pensar nossa fé e, como disse Agostinho, “a fé que não é pensada não é nada” ou ainda mais recentemente como afirma John Stott, “crer é também pensar”. Este conflito tem se tornado tão sério que acabamos por praticar em nossas igrejas o que antes atacávamos com entusiasmo.

Tornou-se comum presenciarmos dentro das igrejas “trabalhos” contra “olho gordo”, banhos de sal grosso, sabonetes sagrados. Também nos entregamos a busca de anjos de fogo, canelas de fogo, sapatos de fogo, voz de trovão, unção de animais e todos os abusos e absurdos que a mente humana é capaz de criar ou copiar.

Infelizmente este quadro não é privilégio de meu querido Estado do Acre. Observo através da grande rede, jornais e revistas especializados e notícias de amigos que o Brasil inteiro tem sofrido com esta guerra entre razão e espírito. Nossas músicas refletem continuamente isto. Somos influenciados a tocar nos mantos, nas arcas, reinarmos em vida, tomarmos posse de tudo que nos cerca, mas pouco se fala em entregarmos alguma coisa a Deus ou ao próximo. Pouco se fala em abençoarmos os irmãos e entregar-lhes um amor incondicional. Parece que espiritual se resume em experiências sobrenaturais, as naturais não tem valor. Amar não é tão bem visto quanto profetizar e ter “revelações do mundo espiritual”, mesmo que estas profecias sejam na verdade profetadas e a revelações, revelamentos.

O que seria mais espiritual, orar em línguas incessantemente durante um culto inteiro ou entrar em comunhão durante meia hora com os visitantes de sua igreja, incentivando-os a servir o nosso Deus maravilhoso, fazendo amizade verdadeira e, por que não, pagando um lanche do seu próprio bolso na cantina da igreja?

Penso (e que pecado parece ser pensar hoje em dia no mundo “gospel”) que demonstrar amor verdadeiro por alguém vale mais do que mil horas em oração pedindo, como sempre, aquilo que desejamos. Penso que o evangelho de Cristo é simples, espiritual e racional e não nos obriga a imitar animais, nos arrastando no chão para demonstrar um espiritualidade que não se confirma com obras dignas de arrependimento. Tenho convicção de que os casos de desmaios contidos no texto bíblico se referem a experiências pessoais e não a doutrina litúrgica e que coração quebrantado se trata de coração transformado, não emocionado.

Já passou da hora de considerarmos a razão como uma dádiva de Deus ao ser humano, justamente aquilo que nos diferencia dos outros animais. Fazer uso deste dom não significa ser influenciado por satanás. Significa justamente o contrário, ser usado por Deus, de forma espiritual, pois a ordem é que o adoremos não somente em espírito, mas também em verdade, e como reconheceremos a verdade senão através da razão? Estejamos atentos o quanto antes para o alerta do profeta Isaias:
“Quando os seus ramos se secam, são quebrados; vêm as mulheres e lhes ateiam fogo; porque este povo não é povo de entendimento; por isso aquele que o fez não se compadecerá dele, e aquele que o formou não lhe mostrará nenhum favor.” (Isaias 27:11)
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07 julho, 2009

Ué, mas você não é diferente das outras pessoas...

John Stott

“De um certo modo, os cristãos consideram esta busca de uma cultura alternativa um dos mais promissores, e até mesmo exci­tantes, sinais dos tempos. Pois reconhecemos nisso a atividade do Espírito, o qual, antes de confortar, perturba; e sabemos a quem a busca deles conduzirá, se quiserem encontrar a resposta. Na verdade, é significativo que Theodore Roszak, encontrando dificuldade para expressar a realidade que a juventude contem­porânea procura, alienada como está pela insistência dos cien­tistas quanto à "objetividade", sente-se obrigado a recorrer às palavras de Jesus: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?"

Mas, ao lado da esperança que esta disposição de protesto e busca inspira aos cristãos, há também (ou deveria haver) um sentimento de vergonha. Pois, se a juventude de hoje está à procura das coisas certas (significado, paz, amor, realidade), ela as tem procurado nos lugares errados. O primeiro lugar onde deveriam procurar é um lugar que normalmente ignoram, isto é, a Igreja. Pois, com demasiada freqüência, o que vêem nas igrejas não é a contracultura, mas o conformismo; não uma nova sociedade que concretiza seus ideais, mas uma versão da velha sociedade a que renunciaram; não a vida, mas a morte. Prontamente endossariam o que Jesus disse de uma igreja do primeiro século: "Tens nome de que vives, e estás morto".

Urge que não somente vejamos, mas também sintamos, a grandeza dessa tragédia, pois, na medida em que uma igreja se conforme com o mundo, e as duas comunidades pareçam ser meramente duas versões da mesma coisa, essa igreja está contra­dizendo a sua verdadeira identidade. Nenhum comentário po­deria ser mais prejudicial para o cristão do que as palavras: "Mas você não é diferente das outras pessoas!"

O tema essencial de toda a Bíblia, desde o começo até o fim, é que o propósito histórico de Deus é chamar um povo para si mesmo; que este povo é um povo "santo", separado do mundo para lhe pertencer e obedecer; e que a sua vocação é permanecer fiel à sua identidade, isto ê, ser "santo" ou "diferente" em todo o seu pensamento e em todo o seu comportamento.”

Minha opinião:

Concordo plenamente quando Stott indica um dos motivos pelos quais o jovem não busca na igreja essa tal “contracultura”: o conformismo e a semelhança que a igreja contemporânea tem com as práticas do mundo.

Todos os dias me deparo com novas, porém antigas práticas. Novas por nos surpreender a cada dia. Antigas por fazerem partes há muito tempo da vida religiosa e secular do Brasil. Triunfalismo barato, folhas de arruda, unção de animais (!?), mantos sagrados, músicas mercantilistas, etc, etc.

O pior é que nos sentimos profundamente ofendidos quando nos assemelham com os que não professam a mesma fé, mesmo nossas práticas demonstrando exatamente esta igualdade de atitudes. Não nos importa mais o evangelho genuino, o amor verdadeiro e incondicional por nossos irmãos, irmãs e por nosso Salvador Jesus Cristo. Somente damos ouvidos para pregações acompanhadas de promessas, mesmo que vazias, pois estamos preocupados demais em receber algo e nunca em dar alguma coisa. O mundo já funciona dessa forma deste a sua fundação, ele não esta precisando que a igreja de Cristo o ajude nesta “caminhada”.

A igreja precisa andar na contramão do mundo, na contracultura. A igreja precisa ser um lugar onde as pessoas sejam atraídas pelo amor, não pelas promessas extrabiblicas, pois uma vez que estas promessas não se cumprem, a decepção fica latente, e os que não se perdem nesse contexto acabam se influenciando por ele e enveredando pelo mesmo caminho. Contra o amor não há lei, contra o amor não há resistência.

A igreja precisa salgar o mundo, dar sabor, mas tem preferido se alimentar com os doces e guloseimas que o mundo oferece. Devemos ser diferentes do mundo, especialmente em nossas práticas. Voltemos ao verdadeiro evangelho de Cristo, que diz:


“Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.”

E você? O que argumentaria caso lhe dissessem que você não é diferentes dos outros... ?

Ruy Cavalcante



01 julho, 2009

Caindo na real...

Por Ruy Cavalcante
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Como de costume, estava aproveitando um tempinho vago em meu trabalho para navegar entre diversos blogs e sites cristãos, buscando crescimento, conhecimento e, principalmente, graça. Aproveitei para me atualizar com as “novidades” do mundo “gospel”, algumas como fruto de novas “interpretações” bíblicas, novos (maus) costumes e infelizmente poucas de raízes puramente bíblicas. Deparei-me então com a atualíssima “unção do quatro seres viventes”, que já se faz presente em minha cidade, fruto da não menos atual “adoração extravagante” que, pessoalmente, parece título de livro de artes cênicas de baixa qualidade.

Foi então que algo estalou em minha pequenina cabeça (talvez não tão pequena diria alguns). Algo que está longe de ser novidade, mas que se renova a cada dia em nosso meio, principalmente na parte gospel do meio cristão (!?). Isso aconteceu quando me deparei com o seguinte texto bíblico:

“quem nos separará do amor de Cristo? a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou.” (Romanos 8:35-37)


Um texto tão conhecido e tão pouco entendido. Hoje esse texto me falou muito sobre o triunfalismo que vivemos há algum tempo em nossas igrejas, em nossas vidas. Canso de ouvir “somos mais que vencedores”, como se esse texto afirmasse que venceremos em tudo neste mundo, que “reinaremos em vida” como diz um novo “sucesso gospel”, que onde pisar a planta de nosso pé o Senhor nos dará como herança, como se fossemos o povo de Israel buscando o lar prometido, a fim de deixarmos de perambular por ai por causa do pecado.

Ao escrever estas linhas lembro-me de quando aconselhei cautela a um amigo que iria fazer uma visita a uma família recém convertida, num bairro perigoso de Rio Branco. Ele me respondeu: Que é isso irmão, eu vou fazer a vontade de Deus, como você pode imaginar que algo ruim poderia acontecer estando eu fazendo a obra dEle? Tentei explicar o que Paulo estava fazendo ao ser por várias vezes preso, açoitado e mesmo morto; tentei mostrar o que fazia Estevão ao ser apedrejado; tentei esclarecer quem nos conta a história ter sido queimado nas fogueiras da inquisição. Não surtiu muito efeito, o triunfo estava impregnado e, como graças a Deus nada de mal aconteceu, temo que tenha ficado ainda mais cauterizado.

Eu, porém, penso que Paulo não estava pregando o sucesso absoluto do crente neste mundo. O que ele afirma claramente em meu coração é que, independentemente do que aconteça, mesmo que eu seja morto, no fim eu receberei a coroa da vida, pois mesmo que eu morra, viverei, e que minha vitória é certa em Cristo. Como escrevi no post “O céu sempre atrapalhou os cristãos”, Ele já nos preparou um lugar, nós realmente já vencemos a morte, o céu já espera por nós.

Essa sim é nossa vitória incontestável! Esta é a vitória que deveríamos apregoar, mas não parece ser o que gostamos de ouvir, talvez por isso não mudamos o discurso, afinal, quem ficaria numa igreja que não prega o sucesso já? Possivelmente as igrejas ficariam vazias de crentes (embora cheias de Cristo) e não é isso que a visão da “vitória” gostaria. Não é isso que nossos líderes sonham, pois seus nomes não serão jamais lembrados por haverem pastoreado igrejinhas de poucos membros, mesmo que estes fossem parte do mundo puramente cristão, não somente gospel.

Claro, exemplos de vitórias e triunfos nesta terra são encontrados aos montes na Santa Palavra de Deus, que o diga Isaías. Mas esta não é a regra. Aliás, no Reino de Deus a única regra que há encontra-se restrita a Sua soberana Vontade:
“Porque diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e
terei compaixão de quem me aprouver ter compaixão (...). Portanto, tem
misericórdia de quem quer, e a quem quer endurece.” (Romanos 9:15, 18)

Precisamos buscar sabedoria continuamente, em Deus, e voltar a pregar exclusivamente o que Cristo ensinou. Só assim teremos igrejas cheias. Não de crentes. Mas de pecadores restaurados.

Naquele que jamais perdeu...
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