26 agosto, 2009

Não conhecemos o Evangelho de Cristo

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Assista atentamente este trecho de uma pregação do pastor Paul Washer:
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O vídeo fala por si, por esse motivo farei apenas um pequeno comentário:
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Nós somos todos os dias confrontados com vários tipos de “evangelhos”. Somos cobrados pelo evangelho das igrejas, com suas proibições e liturgias exóticas, bem como suas regras e doutrinas relacionadas com a adoração, oração e vida ministerial, como se cada uma dessas coisas fossem passíveis de regulamentos eclesiásticos.

Somos exortados pelo evangelho dos milagres e do fogo, onde necessitamos urgentemente alcançar níveis elevadíssimos de espiritualidade (vã?) para que estejamos prontos e preparados para a aceitação divina. O que falar então do evangelho da prosperidade, onde nos ensinam os segredos da vida prospera e vitoriosa?

Porém, apesar de cheios de conhecimento, chegou a hora de aumentarmos nossa gama de informação e aceitarmos incluir em nosso rol de evangelhos um que, apesar da simplicidade, tem um poder diferente: o da vida eterna.

Que tal você decidir agora, nesse momento, deixar um pouco de lado os outros evangelhos e, sem demora, aprender a viver através do Evangelho de Jesus Cristo?
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Ruy Cavalcante
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23 agosto, 2009

A quem cultuamos?

Por Ruy Cavalcante

Eram 22:30 quando cheguei em casa hoje, após o culto. Estava com muita dor de cabeça antes de sair, porém a noite era especial para mim, pois marcava meu retorno ao ministério de louvor de minha igreja, do qual havia saído a alguns meses para me dedicar somente ao ensino da palavra. Vários motivos me levaram a decidir retornar mas o principal deles é o meu desejo em contribuir para que se encontre um sentido para a existência deste ministério eclesiástico.

Como eu previ a noite foi realmente especial. Não por causa da banda, não por causa das músicas ou da resposta dada pela comunidade à elas, tampouco porque consegui executar todas as minhas “técnicas” na minha querida percussão. O especial da noite foi que mais uma vez Deus me transformou e abriu meus olhos para o que estava tão latente: Nós (e aqui incluo boa parte das comunidades evangélicas) poucas vezes cultuamos a Deus. Poucas vezes nosso culto é direcionado a quem de fato deveria.

Por culto entendo a atitude de adorar e prestar honra e homenagens a Deus (considerando que só Ele é digno de ser cultuado). Porém quando estava lá em cima, no púlpito, tocando, cantando e ouvindo as palavras do ministro, percebi que estamos direcionando o nosso culto para outros fins. Nossas músicas falam do ser humano, de como ele pode ser abençoado, de como ele pode alcançar vitória, conquistar coisas. As nossas orações também se concentram em pedidos pessoais e gerais, com pouca ênfase na simples adoração, e quando o fazemos é como uma introdução a um pedido especial.

Em raros momentos cantamos alguma música em que a letra trata da simples adoração. São nesses pequenos intervalos que o culto de fato parece ter sentido.

É, temos muito trabalho pela frente. Muita coisa a ser transformada. Graças a Deus pela sua misericórdia, pois mesmo com toda nossa negligência e falta de entendimento Ele nos abençoa continuamente, pois seu amor é incondicional, não depende de nossos erros e acertos.

Espero que um dia possamos amá-lo da mesma forma, sem esperar nada em troca, adorando-o sem com isso planejar conquistar qualquer benção, somente por amor, aquele amor “tal” que sempre tentamos explicar, mas que poucas vezes decidimos viver...

Decida viver por amor enquanto é tempo, pois contra o amor não há lei.

Fonte da imagem (editada): http://semiaderb.spaces.live.com/blog/
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07 agosto, 2009

Quem disse que o "evangelho" não reconcilia?

Assista esse vídeo:

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Existe um evangelho muito poderoso, capaz de transformar muitas pessoas. Esse evangelho torna possível a reconciliação entre qualquer tipo de pólos divergentes, seja no âmbito emocional, filosófico ou doutrinário. A partir dele muitas pessoas se arrependem de antigas atitudes, voltam atrás em suas convicções, se esvaziam de si mesmo.

Esse evangelho atrai grandes vitórias para os que o seguem, grandes conquistas. Muitas igrejas explodiram em crescimento a partir de seus ensinamentos e milhões de pessoas são alcançadas diariamente por ele. Neste evangelho existem muitas manifestações de poder e de fogo, uma explosão de dons e de milagres. A partir dele muitos operários falidos se tornaram empresários bem sucedidos ao ponto de nem mesmo uma crise financeira de proporção mundial abalar, mesmo que ligeiramente, suas estruturas, pois nele o crescimento não para.

Não, não estou falando do Evangelho de Jesus Cristo. Estou falando de outro evangelho, um que não está, a exemplo daquele, baseado no amor. Bem, na verdade está baseado sim no amor, mas não no amor incondicional de Deus por nós, e sim no amor com bases em outro tesouro, um tesouro que se corroe, que não permanece para sempre, que é portanto pura ilusão...
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Ruy Cavalcante
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05 agosto, 2009

Qual a nossa motivação?

Por Ruy Cavalcante
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Houve um tempo em que o amor por Cristo motivava a conversão do ser humano. Nesse tempo, a transformação era tamanha que muitos, mesmo durante impiedosas perseguições, mantinham-se fiéis a Ele, ainda que suas vidas estivessem em jogo, tudo por causa do amor.

Mas havia uma profecia que dizia: “Naquele tempo o amor de muitos esfriará”. E parece que enfim esse tempo chegou. Talvez isso explique a mudança em nossa postura cristã.

Reconhecendo as exceções, hoje não mais encontramos tantas pessoas ligadas a Cristo somente pelo amor. Nossa relação com Jesus deixou de ser uma relação amorosa para se constituir num mero contrato, assim como os casamentos “moderninhos”. Nossa transformação se resume no seguinte acordo: Eu paro de beber, de fumar e de me prostituir, cumpro toda a minha parte neste pacto, e o Senhor cumpre a sua, me abençoando, me curando e me fazendo viver coisas sobrenaturais...

Esse tipo de “acordo” nos traz paz de espírito, esperança num futuro melhor e uma aparente sensação de dever cumprido. Quanta vaidade, quanta ilusão...

Existe uma garantia de vitória e sucesso para nossas vidas, mas não é essa. A vitória garantida por Jesus não se refere ao nosso suposto reinado terreno, tampouco a uma vida abastada financeiramente e livre de doenças e/ou empecilhos. A garantia de vitória é a mesma onde aqueles antigos fiéis depositaram sua confiança: “Nada pode nos separar do amor de Deus, pois ainda que morramos, viveremos eternamente com Cristo”. Nisso eles confiaram até o fim, até a morte, mas a morte lhes foi passageira e ineficaz, pois estão eternamente unidos a Cristo, todos eles, os que foram fiéis e o amaram acima de tudo.

Nada pode nos separar do amor de Deus, mas nós nos afastamos dele toda vez que o trocamos por suas bênçãos. As bênçãos são para os filhos, mas os filhos são os que amam... Amam e obedecem (Jo 14:21).

Mas o que será de nós se continuarmos buscando sempre receber alguma coisa de Deus em troca de nossa fidelidade? Que amor é esse que se apaga quando nossos desejos pessoais não são atendidos? Até onde esse amor, essa transformação, essa conversão pode nos levar? E por fim, que relação desejamos ter com Deus e com sua igreja, uma relação de amor e unidade ou um contrato de troca de favores espirituais?

Como se Deus necessitasse de alguma coisa terrena...

Fonte a imagem: http://198.106.77.56/vocacional/