15 dezembro, 2009

Só perdoa quem é cúmplice

Assista o video abaixo:

Como é difícil para o cristão de hoje perdoar. Não conseguimos sequer perdoar o irmão que pecou contra si mesmo, quanto mais se o pecado dele nos afetar diretamente. Quantos são desprezados dentro de nossas igrejas por haverem caído, por errar o alvo, sem chance de se levantar, a não ser sozinhos.

Inconscientemente achamos que seremos culpados de cumplicidade com o pecado caso sejamos suporte para um irmão pecador e, na prática, é isso que o restante da igreja pensa. Usamos todo o tipo de desculpa para não perdoar ou então perdoamos submetendo à pessoa a todo tipo de regra e condição para receber tão esperado perdão. Criamos até mesmo um chavão para perdoar: “Você está perdoado, mas as coisas nunca mais serão como antes...”.

Pobre de nós, infelizes pecadores. Mal sabemos que poderemos ser os próximos a sofrer esse desprezo. Não percebemos que poderemos estar perto da mesma queda, e se isso acontecer estaremos também sozinhos, presos pelo arrependimento, mas sem a chave do perdão para nos livrar.

Todos nós conhecemos alguns exemplos de perdão como os do vídeo acima, narrados na música do grupo Ao Cubo ou encarnado no exemplo de vida dos pais do menino Ives, modelos radicais como estes, porém, em sua maioria são vividos por pessoas que não professam ser discípulos de Cristo. Que vergonha! Até mesmo os gentis são capazes de perdoar, mas nós, filhos de Deus, perdoados e salvos por Cristo, relutamos em perdoar até mesmo a menor das ofensas...

Só existe um modelo para o perdão, o modelo de Cristo, e só existe um motivo para o cristão não perdoar seu irmão: não ser Cristão.

Reflita sobre o perdão e exercite-o, a sua vida depende disso.

Por Ruy Cavalcante
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13 dezembro, 2009

Geração Pinky e o Cérebro

Para os mais desavisados, “Pinky e o Cérebro” trata-se de um desenho animado bastante conhecido e, em minha opinião, muito divertido. A trama narra estórias curtas onde os personagens homônimos planejam conquistar o mundo, fazendo uso das mais mirabolantes estratégias, hilárias na maioria das vezes.

Porém, deixando a diversão um pouco de lado, é impossível não perceber a semelhança entre os objetivos destes personagens fictícios e o escopo da geração gospel formada especialmente na ultima década. Parece que o Espírito Santo deixou de ser O Consolador para tornar-se estrategista do mercado imobiliário ou especulador da bolsa de valores, afinal de contas, só necessitam de consolo os que sofrem, e uma geração de conquistadores como esta desconhece tal estado da alma.

As músicas desta prole ostentam frases “proféticas” como “reinar em vida eu vou” e “minha missão é vencer ou vencer, conquistar a terra com poder”. As pregações esquadrinham passos para a vitória, atitudes de um vencedor, táticas de guerra para conquistar território e tantos outros delírios da cultura evangélica contemporânea, que mais parecem plágios mal elaborados dos planos do ratinho Cérebro.

Pobres apóstolos, não tiveram a oportunidades de conhecer as artimanhas do pequeno roedor. Foram enganados por um tal Jesus que exigia renúncia, que anunciava perseguição aos seus seguidores e que conquistou uma vitória em outra terra, sem saber que precisamos (ou queremos) mesmo é conquistar o mundo.

Para que apoderar-se de uma terra que nem mesmo posso ver, se existe tanto espaço por aqui mesmo?

Acabo lembrando outro desvario desse “rapaz” que parece não entender o verdadeiro papel da “igreja dos crentes”:

“De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder a sua alma?” (Jesus de Nazaré)

PS.: A aparente falta de conclusão deste post não é por acaso, a verdade é que não encontro soluções possíveis para mudar esse quadro e assim concluir o texto, mas posso declarar com certeza: eu não sou e nem quero ser conquistador, pois minha vida não me pertence, ela foi conquistada por esse “tal” Jesus...

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11 dezembro, 2009

Um outro testemunho

Assista o vídeo abaixo:


Enquanto muitos cristãos alardeiam testemunhos de quantos carros conquistaram, alguns poucos ainda testemunham sobre uma vida entregue ao Evangelho. Enquanto muitos cristãos afirmam terem sido chamados por “deus” para serem músicos, outros músicos usam seus talentos para compor, cantar e tocar o evangelho de Cristo no coração daqueles que perderam a esperança.

Que evangelho é esse que nós, cristãos brasileiros temos vivido? Que herança maldita a confissão positiva e a teologia da prosperidade tem deixado para as novas gerações, tornando servos em senhores, conquistadores com o único objetivo de possuir, vencer e dominar? Será que estas características têm mais em comum com a vida de Jesus, aquele que nos sara através do seu sofrimento ou com o exemplo de lúcifer, quando ainda vivia no Reino de onde foi expulso?

Ahh, se não fosse a misericórdia de Deus. Só um amor tão grande O faz manter-se fiel a nós, pobres pecadores. Só essa misericórdia para em meio a tanta corrupção surgirem brasileiros dispostos a largarem tudo pelo amor ao próximo. Esse é o Deus que eu quero servir. Não espero pelo deus que dá a prata nem o ouro, mas o Deus que dá sua vida e favor da minha para que eu dê a minha em favor do seu Reino.

Minha esperança hoje é que testemunhos reais como esse do vídeo possam ainda inflamar o coração daqueles que ainda não se dobraram a baal, e penetrar na consciência daqueles que, mesmo “baalizados”, ainda são capazes de reconhecer a voz de Deus, “graças a sua maravilhosa Graça”.

Ruy Cavalcante

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01 dezembro, 2009

Pai Nosso contemporâneo


Por Ruy Cavalcante

Pai nosso que estás nos céus, engrandecido seja o nosso nome;
Seja nosso o teu Reino, seja feita a nossa vontade, assim na terra como no céu;
O pão nosso de cada dia fica pra ti, pois eu quero mesmo é caviar;
E perdoa tú as nossas dividas, pois não pagamos o teu nem perdoamos a quem nos deve;
E não nos conduza a tentação, pois fazemos isso sozinhos;
Porque mesmo ainda sendo teu o Reino, é nosso o poder, e a glória, para sempre.
Amém.
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ps.: Como eu queria que fosse apenas uma brincadeira...
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