24 novembro, 2010

Subversão sim, mas que ela aconteça em mim

Nos últimos anos tem sido notório o crescimento do seguimento de Blogs Apologéticos e Subversivos na grande rede. Influenciado por eles (de certa forma) eu mesmo reativei um antigo Blog no ano passado, com uma nova cara, um novo nome e uma nova perspectiva. Logicamente que me refiro ao Blog Intervalo Cristão.

Eu acho super válido escrevermos, ensinarmos e combatermos conceitos e doutrinas contrárias ao Evangelho, assim como indicarmos soluções do Reino de Deus para o reino do homem. Mas espera um pouco ai, será que cabe a nós apenas escrevermos textos inspirativos sem que sejamos os maiores exemplos de subversão prática no dia-a-dia?

O que eu tenho percebido ultimamente é que às vezes nos perdemos no humor e esquecemos da seriedade do tema e da missão apologética, acabando por muitas vezes em não sermos a grande diferença que exigimos nos outros.

Eu pretendo continuar a subversão, acredito que trata-se de uma obra divina, mas espero que todos nós entendamos que o conflito criado por nossa agitação deve ser antes de tudo interno, gerado em nós. Assim como pensamos ser os remanescentes na pregação e no ensino do Evangelho Genuíno, sem barganhas, devemos ser também aqueles que vivem de acordo com esse Evangelho.

Ora, ser subversivo não é simplesmente escrever textos bonitos em nossos blogs ou frases impactantes no twitter, ser subversivo vai além, é ser aquele que ama de fato e em atitudes, amor este que, ao vir do Espírito de Deus, chega inundado de perdão e arrependimento e que nos faz sermos praticantes desse perdão num mundo onde essa prática é irrelevante.

Ser subversivo e apologeta é levar desaforo para casa, dando respostas bíblicas às questões da fé e do cotidiano, sem apelar para ofensas baratas, carregadas (ou escondidas com esta máscara) muitas vezes de humor, mas sem proveito prático para a vida das pessoas. O servo subversivo deve enfrentar primeiramente em si mesmo as questões que deseja tratar no reino da igreja institucionalizada, e vencer.

Não são nossas palavras que influenciarão uma mudança contínua e saudável, mas a nossa postura cristã diante das questões que têm influenciado o corpo de Cristo a levar uma vida destoante do Evangelho de Cristo.

Seremos sábios de verdade quando conseguirmos transformar o conhecimento doutrinário que alegamos ter, numa conduta semelhante à de Cristo, com julgamentos justos, amor irrestrito, serviço, perdão e paz com os homens. Nenhuma destas coisas se revela em palavras...

E que Deus nos ajude a sermos a diferença que desejamos ver...

Ruy Cavalcante



12 novembro, 2010

Eu quero o meu milagre!

Por Ruy Cavalcante

O título deste artigo parece ser outra marca da nossa geração, a geração dos milagres, dos sinais. Mas não se trata de qualquer milagre, pois esta é a geração do MEU milagre.

Parece o lema do “cada um por si e Deus por todos”. Cada um busca alcançar suas próprias metas, seus próprios milagres. Na verdade, eu não considero injusto buscarmos alcançar objetivos pessoais, porém isso se trata de uma relação também pessoal entre você, seus sonhos e Deus, não devendo se tornar uma extensão primordial da liturgia e doutrina eclesiástica.

Ainda se considerarmos a inexistência desse tipo de prática no Novo Testamento (o de reivindicar o meu milagre), esta atitude se torna bem mais estranha e sem sentido, uma vez que é possível encontrar conceitos inversos a este na Palavra de Deus:

Ninguém busque o proveito próprio, antes cada um o que é proveitoso para os outros”. (I Co 10:24)

Porém, o problema aqui não é simplesmente buscar benefícios apenas para si mesmo, sem considerar o bem dos outros, tornando-se amantes de si mesmos (II Tm 3:2), mas também que os milagres que esta geração busca, nem de longe possuem a importância dos verdadeiros milagres de que o ser humano precisa.

O verdadeiro milagre que precisamos buscar é a conversão do coração do ser humano de volta aos caminhos de amor do nosso Deus. É quando um pecador se entrega totalmente a Jesus Cristo para servi-lo, abandonando o pecado e tendo sua vida restaurada. É o milagre da fé, que age de forma a nos tornar participantes do sacrifício definitivo do Cordeiro de Deus, o único com poder para extirpar o pecado.

Este milagre é capaz de restaurar famílias, relacionamentos, enxugar lágrimas e fazer com que inimigos se tornem irmãos. Esse milagre eu também quero! Esse milagre eu também busco e não apenas para mim, mas através da pregação deste Evangelho da fé pretendo que o proveito que ele me trouxe venha sobre a vida de muitos outros.

Não se trata simplesmente de um emprego melhor, de uma conta bancária “gorda” ou de uma casa própria. Trata-se de salvação da alma, amor e perdão.

O amor que somente o milagre de Cristo, simbolizado pelo sinal de Jonas, pode nos dar...

Pense nisso.



27 outubro, 2010

A pregação da fé

Por Ruy Cavalcante

Para quem não me conhece, eu tenho a fama (algumas vezes merecida) de ser um pouco áspero em minhas palavras, especialmente quando estou ensinando a Palavra de Deus. O que me consola é o fato de saber que Jesus também O era quando as coisas de Deus e a sua Palavra estavam em jogo (Mt 21:13; Mt 23:33; Jo 6:66-67; Jo 21:22).

Eu já tentei melhorar, ser mais comedido, porém nem sempre isso é possível, pois me indigno quando assuntos como o deste artigo são menosprezados dentro das igrejas. E o assunto é a pregação do Evangelho de Cristo.

A bíblia faz o seguinte questionamento:

Como creram em quem não ouvirem falar? E como ouvirão se não há quem pregue? (Rm 10:14)

Até mesmo numa rápida análise do contexto desta passagem, é possível perceber que Paulo se refere à pregação do Evangelho de Cristo. Durante todo o capítulo, em especial nos versos de 2 a 4, Paulo tenta mostrar como a fé dos israelitas estava firmada em algo que não possuía valor, baseado em sua própria justiça e não na justiça de Deus, encarnada na figura de Jesus Cristo e no que Ele conquistou na Cruz, sendo Ele próprio o fim, o objetivo, o alvo da Lei.

É a esta pregação que Paulo se refere, à pregação da cruz, a única verdade que pode de fato libertar, gerando fé e salvação na vida do ser humano. Eu insisto:

“Mas como crerão naquele em quem não ouvirem falar?”

Evangelho, como todos nós sabemos (ou deveríamos saber) possui um sentido etimológico referente a “boas novas”, ou “boas notícias”. Qual seria então a boa notícia que temos para anunciar ao ser humano?

A boa notícia é que existe esperança de salvação para nós, existe um Deus que entregou seu Único Filho para sofrer a condenação que era contra nós, um substituto para receber o castigo que enfim nos traz a paz (Is 53:5). Esta boa notícia envolve sacrifício na cruz, arrependimento e perdão de pecados, vida nova e transformada, renúncia e serviço dedicado àquele que por nós se entregou. Esta é a pregação da fé, é este o discurso que transforma pranto em riso, que nos tira do poder das trevas para o Reino do Filho do amor de Deus (Cl 1:13).

O problema, e o que me deixa cada dia mais áspero, é que boa parte da igreja espera transformar vidas falando e pregando sobre prosperidade, sobre extravagância e sobre conquistas.

É impossível que riquezas, promessas e unções extravagantes transformem vidas! O que transforma e converte o coração do homem é a pregação da cruz! Está sim, é a pregação da fé! E pela falta dela a igreja está doente, mal adornada, e não consegue mais ser o sal e tampouco a luz deste mundo, antes participa das mesmas corrupções que outrora condenava.

E não poderia ser diferente, pois se alguém começa a participar do corpo de Cristo após haver sido “alcançado” por uma pregação apócrifa, como poderia ela apresentar os frutos do Espírito de Deus? Nunca se viu uma geração tão fraca diante dos oferecimentos deste mundo, quanto esta de nossos dias. Este é o resultado de vidas não transformadas pelo Evangelho de Cristo, mas influenciadas pelo evangelho humano, pela “boa notícia” da prosperidade na vida do homem, um evangelho não mais baseado na justiça de Deus, mas na (in)justiça dos homens.

É possível alguém que ama a Deus e zela por sua Palavra não ficar indignado com um quadro semelhante a este?

Nós precisamos retornar ao Evangelho de Cristo se quisermos transformar para melhor o Brasil. Não serão atos proféticos nem a compra de aviões que farão a coisa melhorar. Apenas um coração convertido ao Senhor, através da fé gerada pelas suas boas novas, poderá tirar a igreja do noticiário policial Brasil afora.

#pense nisso




19 outubro, 2010

Por um Evangelho sem adornos

Por Ruy Cavalcante

O vosso adorno não seja o enfeite exterior, como as tranças dos cabelos, o uso de jóias de ouro, ou o luxo dos vestidos, mas seja o do íntimo do coração, no incorruptível traje de um espírito manso e tranqüilo, que és, para que permaneçam as coisas”. (I Pe 3:3-4)

Este é um alerta interessante que Pedro faz às mulheres. Não se trata de machismo, antes ele entendia que se preocupar exageradamente com cabelos, roupas bonitas, sapatos, maquiagem e outros utensílios afins causam uma espécie de “ilusão de ótica”. As pessoas (os homens especialmente) são atraídas a este tipo de mulher iludidas por sua boa aparência, buscando a sua exterioridade e não a sua essência, o seu coração, a sua verdadeira imagem. O fim deste tipo de relação geralmente é a decepção, desilusão e dor, muita dor. Somente quem já passou por uma decepção que envolva relacionamentos sabe do que estou falando.

Entretanto não é de adornos femininos que eu gostaria de tratar neste artigo, mas da relação que esta passagem bíblica tem com aquilo que boa parte da igreja vem fazendo com o Evangelho de Cristo.

À exemplo de mulheres adornadas com utensílios que não demonstram seu verdadeiro conteúdo, muitos têm pregado um evangelho decorado com promessas e facilidades que não fazem parte de sua essência, causando um fenômeno semelhante ao ocorrido com as mulheres, onde milhares de pessoas são atraídas por coisas externas ao verdadeiro Evangelho, desconhecendo seu cerne, seu conteúdo vivo.

A conseqüência mais grave deste processo é a formação de um exército de crentes não transformados, identificados com um evangelho transformado à revelia. Claro, isso não podia ser diferente, uma vez que o evangelho que transforma é o de Jesus, não o adornado por homens.

Jesus nunca prometeu riquezas materiais nem a solução imediata de todos os nossos problemas terrenos, isso não passa de um enfeite ao evangelho, com a intenção de atrair mais pessoas para a igreja, dando uma mãozinha a Jesus, como se a Sua Obra não fosse suficiente para salvar e atrair o ser humano para o Seu Reino. Jesus nunca afirmou que não conheceríamos derrotas ou que seríamos conquistadores ou mesmo autoridades nesta terra (Mc 10:42-44), essas coisas na verdade são reflexo de nossa natureza caída, a mesma que fez satanás se rebelar contra Deus, ao desejar ser um conquistador, um rei.

O Reino de Jesus sequer é desta terra, como poderíamos nós achar que reinaríamos por aqui? Na verdade, quem oferece reinos terrenos é satanás, não Jesus, como podemos averiguar nos evangelhos de Mateus e Lucas, durante a tentação que Jesus sofreu no deserto:

Novamente o Diabo o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles; e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares”. (Mt 4:8-9)

Como eu falei esses dias no twitter, o Evangelho de Jesus é salvação para aquele que crê, não dinheiro no bolso. Não encontramos nas Escrituras nenhuma ênfase ao dinheiro ou a bens e posses deste mundo, mas a riquezas que vem do alto, de Deus, que não se pode encontrar nos cofres de um banco, mas no coração de Deus.

Este é o Evangelho que transforma e restaura vidas, aquele que ensina que o homem é um vencedor apenas por intermédio de Cristo e que para isso deve negar a si mesmo e viver a vontade de Deus não a sua própria. Este Evangelho gera vida eterna e não precisa de qualquer ornamentação. São estas as boas novas que devem ser anunciadas, as que proclamam que, apesar de nossa injustiça, temos alguém que morreu para que fossemos feitos justos, aptos a habitar com Deus eternamente, na terra onde a corrupção não entra.

Por isso eu suplico à igreja, retorne ao Evangelho de Jesus Cristo, pois somente Ele pode nos salvar de nós mesmos.

O mundo precisa de nós.

#pensenisso



28 setembro, 2010

Impressões cristãs sobre a Eleição 2010

Por Ruy Cavalcante

Atendendo a sugestão de minha irmã e amiga Eliana Oliveira (@elianacico), vou aproveitar esta última semana da campanha eleitoral para deixar minhas considerações (e impressões) sobre as eleições 2010, na perspectiva de um cristão preocupado com a essência do Evangelho de Cristo, não abrindo mão de um dos cinco pontos fundamentais do pensamento reformado, o “sola scriptura” (na verdade não abro mão de nenhum dos “cinco solas”). Tratarei de três pontos que considerei importantes (e preocupantes).

De início, o que parece estar bem claro na relação do povo evangélico com a política é uma inversão de valores cristãos no sentido de prioridades do Reino. Explico:

No princípio da era cristã, o padrão era o indivíduo abandonar tudo para seguir e servir a Deus. Exemplos claro disso são as conversões de Pedro, André, Tiago, João (Mt 4:18-22) e Paulo, este último tendo abandonado a política (Fp 3:5) para entregar-se totalmente a servidão (a Cristo), com direito a açoites, prisões e perseguições (II Co 11:23-28).

Porém, nesta campanha eleitoral vimos um êxodo de pastores e líderes eclesiásticos abandonando os cuidados do aprisco de Cristo para pleitear cargos em disputas político partidários, realizando um caminho inverso ao dos primeiros discípulos. Em suma, aqueles discípulos da época de Cristo e dos tempos das perseguições religiosas extremas, tinham por maior patrimônio o servir a Deus e por isso muitos perderam até mesmo suas vidas, enquanto hoje o poder e a “prosperidade” que um cargo político é capaz de proporcionar aos eleitos, fizeram com que muitos abandonassem ou negligenciassem esta mesma obra.

A pergunta que fica a respeito disso é:

“Se eles não foram suficientemente fiéis ao compromisso que um dia firmaram com Deus, para cuidar de Sua Obra, cumprindo a missão para o qual foram chamados, o que garante que eles serão fiéis ao compromisso firmado com o povo?”

Estatísticas para responder esta pergunta não faltam, basta trazermos à memória a quantidade de políticos evangélicos envolvidos em casos de corrupção na última década.

Outro ponto nesta campanha foi o crescimento absurdo do número de acordos políticos entre igrejas e candidatos, nas mais diversas categorias. Vimos por exemplo uma quantidade incrível de campanhas realizadas dentro dos templos (o que se constitui crime eleitoral, conforme a Lei Nº 9.504/97, que estabelece normas para a eleição), baseados em acordos de apoio mútuo entre líderes e candidatos, onde aqueles chegaram até mesmo a constranger e amedrontar os membros de suas igrejas sob a pena (delirante) de estarem incorrendo em maldições.

Os acordos firmados vão desde a promessa de facilitação burocrática para projetos eclesiásticos, até o compromisso de participação efetiva de membros e familiares da liderança da igreja em cargos de confiança ou mesmo de suplência. Muitas vezes os candidatos sequer professam a fé cristã e apóiam projetos contrários aos princípios do Evangelho de Cristo, sendo estes acordos apenas baseados no desejo de alcançar poder terreno, desejo este que tem tomado conta de uma parcela imensa da liderança cristã brasileira e mundial.

Por conseguinte, num terceiro ponto, foi possível observar claramente também o aumento de evangélicos dispostos a trocar seus votos por favores e doações, prática esta considerada criminosa pela lei eleitoral vigente (Lei Nº 9.840/99 - Lei da Compra de Voto) e, obviamente, contrária aos princípios cristãos.

Tive a (infeliz) oportunidade de ver irmãos trocando votos por doações de combustível, de materiais de construção, por promessas de emprego ou mesmo por considerar que a eleição de determinado candidato será benéfica para si ou para sua própria família, contrariamente ao que aprendemos no Evangelho Genuíno de Cristo, que indica que nossa preocupação deve ser também com os outros e não apenas com nós mesmos (I Co 10:24).

Não é de admirar que estas coisas estejam acontecendo cada vez mais no meio do povo cristão, uma vez que a teologia mais difundida e aceita entre as mais diversas denominações evangélicas hoje em dia é a que afirma que “nascemos para vencer”, mas conhecida como teologia do determinismo, a confissão positiva e, por conseguinte, a teologia da prosperidade, conceitos estes que deixaram aflorar perigosamente uma das mais perniciosas tendências carnais de todo ser humano, que é a avareza e o desejo de se dar bem, independentemente dos meios para os quais cheguemos ao estado de conquista.

Confiando na frase popular que afirma que “para um bom entendedor, meia palavra basta”, quero encerrar este post com uma frase que tenho repetido várias vezes entre meus amigos, apesar de saber que ela jamais se tornará um jargão evangélico, por não se tratar de algo popular ou desejoso para aqueles que são, antes de cristãos, amantes de si mesmos. É mais ou menos assim:

Eu não nasci para vencer, eu nasci para servir... a Deus

Por este motivo, entre outras coisas, não abandono meu chamado e meu compromisso com Deus e com Sua Palavra por cargos políticos, não faço acordos políticos espúrios, tampouco desobedeço à legislação brasileira fazendo campanha política no templo religioso e não vendo meu voto, mesmo que isso me cause algum dano.

OBS.: A minha intenção inicial era falar um pouco mais de política, no sentido didático, porém eu não resisti...

E para vocês, qual impressão ficou na relação da igreja com a política nesta eleição?



11 setembro, 2010

Vale a pena expor os erros? Por Dr.Harry Ironside

Objeções tem surgido até mesmo entre alguns crentes bíblicos em relação a exposição do erro como sendo totalmente negativo e sem produzir real edificação. Ultimamente, o alarido e lamúrias tem sido contra todo e qualquer ensino negativo. Mas os irmãos que assumem esta atitude se esquecem que grande parte do Novo Testamento, tanto dos ensinos de nosso Salvador como dos escritos dos apóstolos foi direcionado a mostrar o verdadeiro caráter dos falsos ministros, mostrando sua origem satânica e, portanto, o perturbador resultado da propagação de ensinos errôneos, o qual Pedro, em sua segunda epístola, assim se refere de forma definitiva como sendo “heresias de perdição”.

Nosso Senhor profetizou que surgiriam muitos falsos profetas, e enganariam a muitos. Em nossos dias, muitos falsos profetas tem surgido; e como muitos tem sido enganados por eles! Paulo predisse isso: “Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Portanto, vigiai” (Atos 20:29-31).

Minha própria observação é que esses “lobos cruéis”, sozinhos e em alcatéia, não poupam nem mesmo os mais protegidos rebanhos. Pastores nesses “tempos trabalhosos” fariam bem em notar o alerta dos apóstolos: “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.” (Atos 20:28).

Isso é tão importante nesses dias como o foi, de fato, nos dias de Paulo, esta importante ação – de expor os muitos tipos de falsos ensinos que, em todos os lugares, abundam mais e mais.

Somos chamados a “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”, embora falando a verdade em amor. A fé significa todo o corpo da verdade revelada e batalhar por toda a verdade de Deus implica necessariamente em algum ensino negativo. O poder de escolha não nos é dado nessa questão.

Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo.” (Judas 1:3-4).

Paulo, de igual maneira, nos admoesta: “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as.” (Efésios 5:11) .

Isto não implica tratar de forma áspera esses que estão do lado oposto, completamente enlaçados pelo erro. Se a objeção que expor o erro necessita uma ponderação desamável sobre outros que não enxergam as coisas como nós, nossa resposta é: sempre foi o dever de um leal servo de Cristo alertar contra qualquer ensino que o fizesse menos precioso ou restringisse Sua obra redentora e a plena suficiência de seu atual ofício de sumo sacerdote e advogado.

Todo sistema de ensino pode ser julgado pelo seu posicionamento em relação as verdades fundamentais da fé. “Que pensais vós do Cristo?” (Mateus 22:42) ainda é o verdadeiro teste de toda crença. O Cristo da Bíblia não é certamente o Cristo de qualquer falso “ismo." Cada uma das seitas deste mundo tem certamente sua caricatura horrorosa de nosso amável Deus.

Deixe-me lembrá-lo que fomos redimidos às custas de Seu precioso sangue para sermos “bons soldados”. Como a batalha contra as forças das trevas está se tornando cada vez mais acirrada, precisamos da força do Senhor.

Há uma constante tentação para a concessão. “Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério.” Sempre é correto ficar firme no que Deus já revelou em relação a pessoa e obra de Seu Filho. O “pai da mentira” lança meias-verdades e é especialista principalmente em falácias sutis em relação ao Senhor Jesus, nosso único e suficiente Salvador.

O erro é como o fermento o qual lemos: “Um pouco de fermento leveda toda a massa.” A verdade misturada com o erro é equivalente ao erro total, exceto que aparenta ser mais inocente, portanto, mais perigoso. Deus odeia tal mistura! Qualquer erro, ou qualquer mistura tipo verdade-com-erro deve ser definitivamente tratada com repúdio e ser exposta. Fechar os olhos para isso é ser infiel e enganoso para com Deus ao expor as almas por quem Cristo deu a Sua vida.

Expor o erro é um trabalho muito impopular. Mas de um ponto de vista verdadeiro é uma tarefa que vale a pena. De nosso Salvador, significa que Ele recebe de nós, pelo Seu sangue que nos comprou, a lealdade que é devida à Ele. Para nós mesmos, se consideramos mais “o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito;” (Hebreus 11:26) assegura recompensa futura, mil vezes dobrada. E para as almas "que se pescam com a rede maligna, e como os passarinhos que se prendem com o laço" (Eclesiastes 9:12) Deus pode ainda significar enquanto viverem neste mundo a possibilidade de ser luz e vida, abundante e eterna.


*Dr. Harry Ironside (1876-1951) foi um devoto fundamentalista, escritor e professor por muitos anos, serviu como pastor em Chicago, na Moody Memorial Church de 1930 a 1948.


Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira; Fonte: http://ecclesiareformanda.blogspot.com/.



08 setembro, 2010

Que tal viver o Evangelho de Cristo?

Por Ruy Cavalcante

Finalmente de volta ao lar, após passar algumas semanas ausentes de casa, em outro Estado, posso enfim retomar o curso normal (e real) da vida, do Reino, do Blog, do trabalho e dos demais afazeres.

Durante esta curta viagem tive mais uma vez a (infeliz) oportunidade de constatar algo: A situação do Evangelho de Cristo é alarmante não somente em minha terrinha, mas em todo o Brasil.

Quando falo de situação do Evangelho, não quero na verdade enfatizar a situação e a “qualidade” do Evangelho de Cristo, pois este possui seu valor intacto e incalculável, mas faço referência a situação do “evangélico”, aquele que, em tese, deveria zelar pelos valores desse Evangelho.

Tanto lá (na Bahia), como aqui, parece que “viver o evangelho” se resume em pregar (lorotas muitas vezes), ensinar, falar línguas estranhas (muito estranhas) e espiritualizar tudo o que nos cerca, sem a necessidade de andar em testemunho de vida, ser exemplo de Cristo na terra, enfim, ser cristão. Ora, ministério cristão sem testemunho não passa de fachada, e fachadas são o que não faltam em nossas igrejas, fachadas lindas, mas apenas fachadas.

As pessoas estão tentando viver um cristianismo onde a simples obediência a sinalização do transito é um peso, onde sair perdendo numa transação comercial é atestado de idiotice, onde cumprir regras do condomínio é bobagem e onde não há necessidade de se cumprir acordos.

Passaram-me o troco errado, com valores acima do correto? Amém, “Deus me abençoou”. Se dar bem em cima do prejuízo alheio não afeta mais nossa consciência cristã.

Por falar em consciência cristã, em meio à campanha eleitoral, ela se encontra absolutamente escassa. Campanhas em locais de cultos, “profecias” para legitimar candidatos evangélicos e ameaças de maldição para quem não seguir a indicação de voto do “apóstolo” são apenas algumas das condutas “cristãs” encontradas em nossos arraiais.

O povo evangélico se corrompe por coisas esdrúxulas como uma pintura nova para o templo e ainda dizem: é para abençoar a igreja.

É... Muita coisa está errada, e não é um governo evangélico que mudará essa situação e sim o Governo de Cristo em nossos corações, pois somente isto pode nos transformar em novas criaturas, uma vez que não basta ter uma nova religião.

Viver com Cristo é mais do que participar de uma comunidade cristã. Viver com Cristo é andar em novidade de vida, uma vida nova, diferente da anterior onde a corrupção, a mentira, a falsidade e a falta de amor eram comuns. É amar a justiça e se regozijar em praticar o bem. É se sentir feliz quando nos tornamos capazes de dizer não para quem nos oferece benefícios em troca de votos, ou quando preferimos sofrer dano no lugar de mentir para se dar bem.

Esse é o Evangelho de Cristo, aquele que muitas vezes nos parece apenas um título de livro de aventura, algo como “em busca do Evangelho perdido”, mas que é tão real quanto a corrupção que Ele combate.



17 agosto, 2010

Paulo não sabia determinar

Por Ruy Cavalcante

Erasto ficou em Corínto. Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto” (II Timóteo 4:20)

Trófimo era um crente de Éfeso (At 21:29), o mesmo que, junto com Tíquico, esperou Paulo em Trôade, quando da visita deste à Macedônia (At 20:4-5). Além disso, o que sabemos de Trófimo é que, conforme Paulo assume para Timóteo, foi deixado doente em Mileto.

À primeira vista parece algo irrelevante. E seria mesmo, salvo não vivêssemos tempos em que as falsas doutrinas têm se alastrado sobremaneira nos arraiais cristãos. Entre elas queria destacar, mais uma vez neste blog, a confissão positiva, defendida por tantos ícones do cristianismo tupiniquim.

Kenneth Hagin, baseado em pensamentos expostos em seus livros, em especial “A autoridade do crente (Rio de Janeiro: Graça Editorial, S/D.)”, se tornou uma espécie de oráculo de pessoas como R.R. Soares, Valnice Milhomens e Edir Macedo. Entre suas falácias está o tão conhecido “determine”, baseado justamente nesta suposta autoridade do crente contra todos os males, incluindo a pobreza e as doenças. Estes, por sua vez, difundem estas idéias em nossos púlpitos, contaminando nossa nação com afirmações do tipo “determine a benção”, “determine a cura”, e tentam tomar para si uma posição de representantes espirituais da autoridade do evangelho.

R. R. Soares, por exemplo, ensina que não devemos pedir nada em oração e sim determinar. Ele afirma que se constitui erro você incluir expressões do tipo “Se for da vontade de Deus” em nossas orações, pois isso faz com as mesmas não tenham poder, antes devemos sempre “determinar, trazer a existência o milagre, tomar posse dele” (livro “O direito de desfrutar saúde, p. 11). Há pouco tempo escrevi um artigo sobre este tema.

Uma coisa precisamos avaliar: se esta doutrina estiver correta, Paulo a desconhecia.

Obviamente isto não é possível (o fato de Paulo desconhecer uma doutrina cristã), uma vez que entre as funções do apostolado estava a de fundamentar a fé, tanto que a doutrina cristã é também conhecida como a “doutrina dos apóstolos” (At 2:42).

Quanto ao fato de alguns defenderem novas revelações trazidas diretamente aos “ungidos” de Deus, pouco ainda resta falar que eu já não tenha dito em outros posts. Repito então um versículo que destrói esta visão completamente:

Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. (Gl 1:8-9)
Se nem um anjo possui autoridade para revelar coisas novas, o que falar das afirmações destes “ungidos”? Nada mais que anátema!

Se esta doutrina está correta, porque então Paulo não determinou a cura de Trófimo, antes deixou-o doente, e partiu? Porque Paulo não curou a enfermidade de Timóteo ou ainda, porque Timóteo não tomou posse da benção, da cura, ao invés de ouvir de Paulo que tomasse vinho para ajudar em seus problemas digestivos, fato este narrado em I Tm 5:23?

Julgue cada um a si mesmo e ore por discernimento. Eu prefiro crer na doutrina dos apóstolos em detrimento de qualquer outra doutrina humana. E, se for da vontade de Deus, ele nos abençoará.

Porque diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e terei compaixão de quem me aprouver ter compaixão”. (Rm 9:15)



06 agosto, 2010

Vai mais uma unçãozinha ai?

Assista ao vídeo abaixo:


Eu gostaria de tecer vários comentários a respeito destas coisas, porém, para evitar palavras grosseiras, desta vez apenas responderei às possíveis interpelações, mesmo porque, existem coisas que não necessitam de muita sabedoria para discernir quando não são de Deus... 
"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas". (II Timóteo 4:3-4)
...
Ruy Cavalcante



28 julho, 2010

Considerações a respeito das músicas utilizadas nos cultos

Por Ruy Cavalcante

Atendendo a pedidos realizados a partir da área de análise de músicas deste Blog, deixarei minha opinião a respeito do tipo de música que, acredito, deveriam ser utilizadas em nossos cultos, uma vez que sou extremamente absolutista nesta questão.

Para isso primeiro precisamos entender o significado, mesmo que geral, da expressão “culto”.

Cultuar significa prestar honra, homenagem a alguém ou a alguma coisa. Em nosso caso, como cristãos, significa prestar homenagens ao único Deus, Criador do universo, em especial na figura de Seu Unigênito Jesus Cristo. Dessa forma, culto é a reunião que fazemos para realizar tal tributo, considerando ainda que adorar é a nossa principal obrigação enquanto igreja referente a nossa relação com Deus (Efesios 1:3-12).
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Neste sentido, podemos considerar inicialmente que a postura correta de se dirigir ao culto deve ser o de “entregar” algo, no caso nossa adoração a Deus, e não o de receber algo, uma vez que esta reunião tem como principio fundamental a homenagem a Ele.

Precisamos entender ainda que, no decorrer da história, a igreja acabou organizando o culto de tal forma que vários elementos estivessem presentes na mesma reunião. Resumidamente os elementos são: a adoração a Deus, a pregação da Palavra e a entrega de dízimos e ofertas.

Com isso, o culto deixou de possuir apenas um caráter de homenagem e passou a exerce uma função mais complexa, dentro do corpo da igreja, se tornando o principal momento onde, em comunhão, colocamos em prática boa parte dos ministérios e obrigações cristãs.

Entretanto este fato não retira de nós a obrigação de cultuarmos a Deus e aqui entra a música cristã utilizada no “período de louvor” de nossas reuniões.

Acredito que o entendimento deste assunto seja relativamente fácil: se Deus deve ser prioridade absoluta em nossa vida mas o momento do culto que separamos para demonstrar isso for utilizada para fazer alusão a benefícios para o ser humano, onde fica a adoração?

O momento do louvor nos cultos é, em geral, pouco menor que a metade do tempo total do culto, mas é justamente o instante onde de fato ele possui seu caráter primaz. Ora, se este momento reduzido for utilizado para entoarmos canções como “eu vou viver uma virada”, “Reinar em vida vou” ou “restitui, eu quero de volta o que é meu”, a verdade que posso extrair disso é que Deus não é tão prioritário assim, antes nossa própria vida possui a preferência.

Isto não vale apenas para canções que fogem das verdades bíblicas, uma vez que o que está em jogo é a adoração. Desta forma, qualquer canção que não possua em sua essência a verdadeira adoração, deveria ser posta de lado, ao menos no período de louvor, mesmo que ela reflita conceitos verdadeiramente cristãos.

Vale lembrar que uma canção, para ser considerada de adoração, não basta ser composta e interpretada por um cristão, antes é necessário que ela possua em seu contexto expressões ou conceitos verdadeiros de adoração. Vejamos um exemplo:

Oh, Deus da minha vida!
Que toda honra seja a Ti
Que toda glória seja a Ti, Senhor
Para sempre
(Música: De todo meu coração - Mariana Valadão)

Veja a diferença para outra canção que não se encaixa nestes conceitos:

Quem vai retroceder é você
Mas eu vou avançar e chegar ao fim
Coroa de vitória é o que vou receber
E no lago de fogo você vai arder
(Música: Mais que Vencedor - Diante do Trono)

Perceberam a diferença? Considerarei que sim.

Existem, portanto diversos outros momentos para cantarmos músicas cujo principio é festejar conquistas, buscar benefícios e/ou contar testemunhos e isso não é necessariamente errado. Porque então a insistência em utilizar os poucos momentos que temos dentro de nossa tão defendida organização para, no lugar de adorar a Deus, centralizar no homem nossas canções?

Pessoalmente eu não consigo entender a dificuldade de dedicar um tempo do culto exclusivamente a Deus e esquecer um pouco de nós mesmos, como manda o Evangelho ao determinar que o homem negue-se a si mesmo para seguir Jesus (Lc 9:23).

Existem vários outros argumentos e conceitos relacionados a este tema e, se for o caso, irei adicionando cada um deles como comentários ao texto a fim de que o mesmo não se alongue sobremaneira.

Deus abençoe a todos.





27 julho, 2010

Vamos a uma festinha? É gospel.

Por Ruy Cavalcante

Por falar em características de nossa geração, outra bem clara é a nossa inclinação para festas, comemorações e eventos. Como gostamos de uma folia gospel!

Estes dias está sendo anunciada em minha cidade a “Noite dos arrebatados – A festa”, mais uma reunião com o único propósito de levar os jovens, como eu, a dançar, pular e se divertir.

Na verdade, mais parece que estamos apenas tentando substituir as “curtições” seculares por “farras gospel”, que, embora possuam o mesmo propósito (entretenimento) não nos deixam com peso na consciência simplesmente por não haver bebida alcoólica e músicas “mundanas”. E as diferenças param por ai.

Outro dia fui testemunha de uma cena terrível: várias pessoas, algumas crentes em Cristo e outras não, achando engraçado um grupo de cinco mulheres, sendo três crianças, tremendo ininterruptamente por causa do frio, uma vez que estavam sem agasalho, catando lixo. Conseguimos nos divertir até mesmo com a desgraça alheia! Um absurdo.

A titulo de curiosidade gostaria de citar mais algumas festas gospels que tive o desprazer de me deparar: “Noite do homem aranha, quem conhece a Bíblia não desgruda nunca mais”, “Festa equilíbrio – Adoradores extravagantes”, “Days of terror (!?)”, “Ekilibrio fest, a Festa”, e por ai vai.

Isso tudo sem contar nossos congressos, em especial os da juventude, e, em boa medida, nossos cultos. Todos são verdadeiros encontros para entretenimento.

Mas a pergunta que eu gostaria de fazer é: O que estamos comemorando, qual o motivo de tanta festa, de tantos sorrisos?

Eu sei que fomos alcançados por Cristo, que através dEle somos mais que vencedores e que alcançamos a salvação de nossas almas. Mas será que isso me dá o direito de iniciar já agora a comemoração enquanto nossos pais, irmãos e amigos ainda não foram alcançados pelo Evangelho e estão morrendo todos os dias sem o caminho da salvação? Será que posso comemorar enquanto neste exato momento milhares de pessoas, aqui mesmo no Brasil, sofrem em consequencia de enchentes, do frio e da violência?

Será que o momento é de comemorarmos ou de trabalharmos para que eles sejam alcançados por Cristo? Ou por acaso o fato de eu “me dar bem”, significa que nada mais importa, nem mesmo a salvação de meus parentes e amigos, e o que eu preciso mesmo é de festa?

Irmãos, Deus não nos salvou para podermos nos divertir sem sentir culpa, pelo contrário, Ele o fez para sermos seus servos, e para que levássemos adiante o Reino dEle aqui na terra, anunciando o Evangelho Genuíno de Jesus Cristo, a sua obra e a sua salvação através da Cruz e para que fossemos agentes sociais para amenizar a dor dos que sofrem.

O momento é de arregaçar as mangas e pregar o evangelho (Mc 16:15), servir a Deus e as pessoas (Mc 10:44) que necessitam de nós, negando os nossos desejos pessoais em favor de obedecer à vontade de Deus (Mc 8:34) e buscando não o que é proveitoso para nós mesmos, mas o que traz proveito aos outros (I Co 10:24).

Agindo dessa forma, chegará o dia em que vamos comemorar, festejar e nos alegrar eternamente, mas desta vez será ao lado do Cordeiro.

Também ouvi uma voz como a de grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões, que dizia: Aleluia! porque já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso. Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória; porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se preparou, e foi-lhe permitido vestir-se de linho fino, resplandecente e puro; pois o linho fino são as obras justas dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de Deus”. (Ap 19:6-9)
Até que esse dia chegue, precisamos esquecer um pouco de nós mesmos. Pense nisso, mas pense de verdade...



13 julho, 2010

Somente Cristo nos faz firmes

Por Ruy Cavalcante

Uma das marcas desta geração, e afirmo isso por observação, é a inconstância. Talvez isso se explique pelo fato de nos acostumarmos com um evangelho de facilidades e, quando a realidade bate à porta, desfalecemos.

Talvez seja também conseqüência de uma vida desligada dos padrões de Cristo para segui-lo, pois muitos de nós, seguidores de Cristo, levam suas vidas baseados naquilo que gostamos de fazer, naquilo que nos dá prazer e não nas coisas que agradam a Deus. Como eu sempre digo, Cristo não morreu para que tivéssemos uma vida divertida, mas para que fossemos livres da condenação certa.

Independentemente da razão, a verdade é que somos excessivamente instáveis, bem diferentes do que víamos em nossos “pais da fé”, vejamos, por exemplo, o que Paulo escreveu a respeito de sua própria vida:

dos judeus cinco vezes recebi quarenta açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha raça, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejuns muitas vezes, em frio e nudez. Além dessas coisas exteriores, há o que diariamente pesa sobre mim, o cuidado de todas as igrejas”. (II Co 11:24-28)
Mas o resultado de tudo isso foi bem diferente do que vemos hoje:

Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”. (II Tm 4:7)
Não obstante tudo o que sofreu, Paulo guardou a fé, manteve-se firme com Cristo, pois estava firmado na rocha e não na areia onde qualquer vento poderia derrubá-lo. Além de Paulo, quantas pessoas no decorrer da história sofreram, foram presas, açoitadas, queimadas sem, contudo, abandonar a fé? Isso sem citar que a maioria delas passou por tudo isso justamente por anunciar e servir a Cristo, e poderiam facilmente se livrar do sofrimento negando-o, mas preferiram a dor corporal à dor de estar sem Jesus.

Hoje, porém, arrisco dizer que até mesmo um “beliscão” seria motivo suficiente para boa parte de nós abandonarmos tudo por causa de “tão grande” ofensa.

Sinceramente, eu não consigo encontrar outra resposta para essa fraqueza e inconstância presente na Igreja que não seja o fato de que muitos de nós, na verdade, ainda não conhecemos o Cristo Verdadeiro. Conhecemos o cristo que morreu para que prosperássemos, para que recebêssemos unções extravagantes e para que tivéssemos liberdade de pular, gritar e espernear, mas ainda não conhecemos o Cristo que morreu para nos libertar da escravidão do pecado, para que nos tornássemos servos dEles e dos irmãos e para que fossemos puros.

Esse Cristo parece ser ainda desconhecido por muitos de nós, o Cristo que transforma vidas, tirando-as da inconstância das coisas terrenas para a fortaleza da vida eterna.

Foi por esse último Cristo que Paulo suportou o sofrimento, foi por Ele que muitos morreram queimados, executados a tiro, apedrejados, pois quando se conhece Jesus O Salvador, o verdadeiro Cristo de Deus, impossível é tornar a abandoná-lo, pois nEle encontramos sustento, paz, amor. A vida está nEle, e por Ele somos capazes de entregar a nossa estadia terrena, por uma vida abundante e eterna.

Busque Jesus, mas procure pelo Jesus da Bíblia, o Jesus Cristo de Deus, não o jesus dos homens que só tem poder para transformar o teu bolso, mas não o teu coração.

Ele te tornará firme...

para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro” (Ef 4:14)



05 julho, 2010

Você ama a Deus realmente ou são apenas palavras?

Por Ruy Cavalcante

Acho que não é novidade para ninguém o conceito de que amar não é apenas um sentimento, mas uma atitude, afinal de contas, amar é verbo, não substantivo.

Acredito que todas as vezes que você perguntar em sua comunidade cristã quem ama a Deus, todos responderão positivamente. Provavelmente ninguém responderia que não ama ou que não tem certeza se ama ou não.

Porém “amar a Deus” não se resume em gostar de Deus ou em acreditar nEle. Uma vez que amar é uma ação, uma atitude, posso afirmar sem dúvidas que a principal ação que envolve “amar a Deus” é a obediência à sua Palavra, às suas leis. Senão vejamos:

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”. (João 14:21)

Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando”. (João 15:14)

Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor”. (João 15:10)
Jesus não deixa dúvidas quanto à necessidade de demonstrar esse amor pela obediência, uma vez que ela prova se nosso amor é genuíno ou apenas um discurso vazio.

Dessa forma, gostaria de citar alguns desses mandamentos para que possamos responder a esta pergunta adequadamente e para que possamos nos despertar para o que Jesus ordenou que praticássemos.

1 º - Pregar o evangelho e fazer discípulos (Mateus 28:18-20) – Se você respondeu que ama a Deus, então com certeza você obedece a este mandamento, correto?

Esta talvez seja a ordem de Cristo mais repetida dentro das igrejas justamente por ser essencial para quem se torna seu discípulo. É impossível você afirmar que ama a Deus e não obedecer sequer a ordem mais geral e universal para a igreja enquanto corpo. Pregar o evangelho não é responsabilidade apenas de pastores, mestres a evangelistas, mas de todos aqueles que professam o nome de Cristo e que dizem amá-lo.

Se você acha que ama a Deus e a única coisa que faz por Ele é tocar algum instrumento no coral, limpar a cadeiras do templo ou fazer a recepção dos cultos (por exemplo) pode estar enganando a si mesmo. Quem ama a Deus prega o evangelho, seja no púlpito, ou no trabalho, na faculdade, no bairro, nas conversas com amigos, na internet, no twitter, etc.

2º - Amar os outros sem o requisito do merecimento (João 15:12) – Obviamente que, se você respondeu que ama a Deus, o padrão para o amor que você pratica para com seus irmãos e seu próximo segue o mesmo padrão de Cristo, ou seja, independe do merecimento de quem se ama.

O mandamento de Cristo é que devemos amar como Ele amou e não como nós achamos que devemos amar. Jesus não amou apenas seus amigos ou as pessoas que o faziam bem, pelo contrário, Ele nos amou sendo nós ainda pecadores (Romanos 05:8), logo, se você ama a Deus também ama seus irmãos e seu próximo mesmo quando eles não te recompensam por isso, seja com a reciprocidade ou com qualquer outra vantagem que pode surgir a partir da prática do amor. Amar os nossos amigos é uma prática que as pessoas que não servem a Cristo fazem naturalmente, isto não nos torna diferentes de ninguém.

3º - Negar seus próprios desejos em favor de Cristo (Mateus 16:24) – Se você ama realmente a Deus, nada mais natural que você busque fazer aquilo que o agrada, mesmo que para isso seja necessário abrir mão de coisas que te dão prazer.

Ora, Jesus não veio ao mundo, sofreu e morreu pelos nossos pecados para que pudéssemos ter uma vida divertida e sim para que fossemos salvos da condenação certa. Para isso Jesus exige renúncia, obediência e santidade. Essa mudança de vida é essencial para aquele que afirma amar a Deus, assim como João Batista pregou, devemos produzir frutos dignos de arrependimento, isso significa mudança de atitude frente ao pecado que outrora foi natural.

Com certeza este texto seria enorme se eu tivesse a pretensão de enumerar e comentar todos os mandamentos de Cristo para seus discípulos, porém acredito que estes três já sejam suficientes para que possamos responder a esta pergunta sem vacilar. Portanto, se você obedece estes mandamentos, possivelmente suas palavras são verdadeiras quando afirma amar a Deus, doutra maneira, caso não esteja agindo em conformidade com estas ordens, é melhor começar a mudar de atitude e agir antes que o ladrão venha e seja tarde demais.

Pense nisso...



22 junho, 2010

O Evangelho não é relativo

Por Ruy Cavalcante

Apesar de tantos alardes que ouço quanto a um verdadeiro avivamento estar acontecendo no Brasil, e posso afirmar que os alaridos são bem altos aqui em minha terrinha (Acre), não é bem isso que a prática demonstra.

A prática se apresenta de uma forma bem diferente de um avivamento espiritual, resumindo-se em crescimento explosivo da instituição igreja o que, de fato, não representa necessariamente o crescimento da Igreja enquanto Corpo de Cristo. Mas como posso eu falar algo tão “absurdo” como esse? Como eu, apenas um jovem pecador desconhecido, pode afirmar que esse crescimento não é na verdade um avivamento?

Ora, isso é bem simples. Pelos frutos.

Que frutos têm se observado dessa multidão de evangélicos? Segundo previsão do IBGE, este ano chegaríamos a 55 milhões de cristãos evangélicos no Brasil, e não consigo ver uma transformação genuína na sociedade, pelo contrário, todos os números negativos crescem. A violência nunca foi tão grande e alarmante, assim como a prostituição, a gravidez durante a adolescência, a violência domestica, a corrupção e todos os males da nossa sociedade que, participando de um verdadeiro avivamento, deveriam estar sendo diminuídos na proporção do crescimento da igreja, pelo menos. Mas não conseguimos sequer cair na graça do povo, como antes (At 2:47).

Não se ouve uma única notícia da transformação de um bairro sequer pelo poder do evangelho. Antes vemos a participação cada vez maior de evangélicos nos números da corrupção e escândalos políticos. Outro dia, estando eu de serviço na Delegacia de Flagrantes da capital Rio Branco (sou policial civil nas horas vagas), tive a oportunidade de me deparar com 5 pastores presos numa única ocorrência. O motivo? Saíram literalmente no tapa dentro da igreja por questões de disputa territorial (a igreja de um deles era próximo da igreja dos outros quatro e disputavam membros). Vale tudo pelo “crescimento”.

Não entendo como pode estar havendo um avivamento se as pessoas não estão se amando mais. A instituição igreja tem crescido a passos largos, isso é verdade, mas para que tal realidade fosse possível o evangelho foi relativizado.

Para que as pessoas pudessem ser “atraídas” para as igrejas tudo foi facilitado, não é mais necessário se pregar sobre renúncia e cruz, pois o que as pessoas gostam de ouvir é sobre sucesso e prosperidade e essa é a formula mágica para o crescimento. Pobres apóstolos e pais da Igreja, desconheciam tais “verdades” e por isso sofreram todo tipo de perseguição, cadeia e morte, por amor ao evangelho. Eles não sabiam que fomos chamados para o sucesso terreno.

A ironia se justifica pelo fato de não haver esse tipo de doutrina nas Escrituras. Tomando por exemplo o Apóstolo Paulo, ele jamais relativizou o evangelho para que fosse “mais fácil” seguir a Cristo, mais vantajoso. Ele entendia que a grande vantagem que Cristo nos conquistou foi morrer a morte que era nossa.

A verdade é que o amor não esquentou, mas esfriou. As pessoas não querem mais abrir mão de seus próprios desejos para fazer unicamente a vontade de Deus, uma vez que nem sempre essa vontade é tão divertida assim. As pessoas parecem aceitar Cristo para virarem sócias do “Beach Park” de Jesus, tanto é a quantidade de água que pedem e de eventos que inventam. Porém esquecem que espiritual mesmo, como digo no slogan do Blog, é amar.

Na prática percebo todos os dias a dificuldade que é para os evangélicos se reunirem para fazer algo importante para o Reino de Deus, como evangelizar, se esse procedimento não for divertido, se ele não ocorrer nos eventos da cidade ou com o acompanhamento de grupos de música e teatro para que tudo seja mais animado. Evangelizar nas colônias e bairros pobres? Nem pensar.

As relações também ficaram esquisitas com essa relativização do Evangelho. Não se perdoa mais, nem se pede perdão. Não se ora mais buscando direção de Deus para entrar num relacionamento afetivo (namoro para ficar mais claro) nem se busca amar pessoas que não possibilitem termos alguma vantagem. Amar a Deus acima de todas as coisas, mais do que a nós mesmo, ao ponto de abrirmos mão de alguma coisa por Ele, mesmo que seja uma bobagem com fins de entretenimento, é pura heresia.

Amados não se enganem, se Cristo não governar nossas vidas a ponto de nos transformar e nos converter a Ele, não somos dignos de sermos chamados servos, tampouco filhos, e nossa parte não é com Cristo, mas com aquele que nos oferece os reinos desse mundo.

Pense nisso.

Referências: Mt 16:24; Mt 4:8-9; 1Co 10:24; At 2:47; Jo 13:34; Mt 6:14-15; 2Co 11:16-28.



11 junho, 2010

Marcha para Jesus 2010 – Milhares marchando, quantos servindo?

O vídeo a seguir é de inteira responsabilidade do autor do Blog Intervalo Cristão e de seus irmãos subversivos:



Por Ruy Cavalcante

Com um pouco de atraso, este é o vídeo da marcha para Jesus 2010, que foi realizado em minha cidade, Rio Branco, capital do Estado do Acre, onde tivemos a oportunidade de levar adiante o que já faço neste Blog, apologia Cristã, anunciando o Evangelho Genuíno de Cristo, pacificamente, cumprindo com nossa obrigação de zelar pelo mesmo.

O vídeo fala por si só, mas, em poucas palavras, gostaria de deixar minhas impressões a respeito não somente desta marcha, mas de todas as concentrações de evangélicos que acontecem durante o “calendário litúrgico” brasileiro.

Eu vejo nestes agrupamentos muita gente alegre, festiva e sincera e um grande poder de mobilização do povo cristão, mostrando que unidos podemos realizar grandes ações. Vejo ainda muita paixão e vontade de “fazer bonito”.

Porém, não encontro a mesma paixão e o mesmo empenho quando a mobilização é feita para evangelização e para cuidar dos pobres e necessitados. Com estas coisas não se gasta dinheiro nem tempo.

A título de exemplo vou citar o que aconteceu durante esta marcha: muitos irmãos ficaram chateados comigo porque eu não os convidei para irmos juntos à marcha. Na verdade alguns sequer sabiam que faríamos este protesto, acreditavam que iríamos apenas “curtir”. Após a marcha convidei alguns destes para ir comigo numa colônia distante 72 km de nossa cidade, que trata dependentes químicos, para me ajudar a trazer um rapaz ao hospital que sofrera um acidente. O resultado é que somente não fui sozinho porque no caminho encontrei outro irmão que procurava um ônibus para ir à sua casa e aceitou meu convite.

Isso aconteceu realmente e serve como ilustração de que só poder de mobilização não resolve nada, principalmente quando ele só existe na hora da festa e não na hora da cruz.

Outro ponto negativo, que cito no vídeo inclusive, é a “politicagem” presente na marcha, e isso não é um “privilégio” de nós acreanos, pois a notícia que temos aqui é de que no restante do Brasil, os púlpitos, especialmente os da marcha, viraram palanques eleitorais.

Fica então o recado: não precisamos demonstrar poder, força nem tampouco alegria. O que precisamos é demonstrar amor... amor com atitude santa.

Em tempo: Perceberam a quantidade de bandeiras e símbolos de Israel? Acho que se enganaram de endereço...



24 maio, 2010

Campanha para enviar remédios para o Haiti - Ajude, divulgue.

O pastor Mário Freitas e o M.A.I.S. (Missão de Apoio à Igreja Sofredora) estão enviando uma equipe médica para a região de Bainet, Sudoeste do Haiti, uma região pobre e remota que foi bastante afetada pelo terremoto. Eles esperam conseguir medicamentos através de doações.


O Missionário e Blogueiro Leonardo Gonçalves, editor do Púlpito Cristão, juntamente com o pastor e também Blogueiro Renato Vargens, iniciaram uma campanha na internet para ajudar o M.A.I.S. nesta missão, que eu reproduzo e participo também. Segue abaixo o texto do Pastor Mário, um dos responsáveis pelo projeto:




Entre 15 e 22 de Junho, a missão M.A.I.S. terá uma equipe médica na região de Bainet, Sudoeste do Haiti. A região, pobre e remota, foi bastante afetada pelo terremoto. Na clínica médica, nos utilizaremos de medicamentos que buscamos conseguir através de doações. Ajude-nos nessa luta!

Para falar diretamente conosco, utilize o telefone (31) 9399-2020 (Jônatas Portugal) ou o e-mail maisnomundo@gmail.com.

LISTA DOS MEDICAMENTOS NECESSÁRIOS

Metronidazol 500mg cp

Mebendazol 100mg cp – 100mg/5ml solução oral

Dipirona solução

Cetoprofeno cp – solução

Ibuprofeno cp – solução

Omeprazol/pantoprazol 20mg

Benzoato de Benzila sabonete/solução

Antihipertensivos: atenolol, captopril, enalapril, losartan, metoprolol, hidroclorotiazida.

Nistatina – óvulo, creme

Miconazol – creme

Cetoconazol – creme

Dexametason – pomada

Betametason – pomada

Dexclorfeniramina 2mg cp – 2mg/5ml solução

Descongex solução pediátrica

Soro de reidratação oral

Penicilina benzatina ampola

Amoxicilina 500mg cp

Floratil

Paracetamol cp

***

Fonte: blog do M.A.I.S.



21 maio, 2010

Parar, calcular e adorar

Por Ruy Cavalcante

Quem me conhece sabe que sempre bato de frente com a música cristã, especialmente aquela tocada em nossos púlpitos, durante o culto. Não à toa criei recentemente o Blog Intervalo Cristão – Análise de músicas, para levar alguns a refletir sobre a letra das músicas que consideramos “de Deus” sem sequer meditar no que elas proclamam.

Especificamente, gostaria de expor minha visão em relação ao tipo de música que deveria ser utilizada durante o “período de louvor” dos cultos. Não pretendo me aprofundar historicamente nem tampouco teologicamente no assunto, mas apenas deixar minhas ponderações de forma resumida.

Primeiro de tudo: música de adoração não é música lenta cujo compositor é cristão. Música de adoração é música que traz, em sua letra, o “louvor dos lábios”, ou seja, que recita frases e conceitos de adoração (com embasamento bíblico, claro). Não abro mão do que está entre parênteses. Portanto a música pode ser agitada, moderada ou lenta, sem perder a essência da expressão de adoração.

Segundo: em relação ao culto, a própria palavra determina como deve transcorrer. Cultuar significa “prestar culto, homenagem e, no nosso caso, adoração a Deus”. Considerando que a maioria das igrejas realizam 4 (quatro) cultos semanais, cada um durando no máximo 2 (duas) horas, temos um total de 8 horas semanais para adorar a Deus em comunhão com os irmãos. Considerando ainda que metade desse tempo é gasto com a pregação e aproximadamente 10 minutos com outros elementos litúrgicos, restam poucos mais de 3 (três) horas e meia semanais para a adoração de fato.

Se a semana possui 168 (cento e sessenta e oito) horas e utilizamos apenas 3 (três) horas e meia desse tempo em adoração com os irmãos, ainda querem utilizar esse pouco tempo para tocar músicas direcionadas ao ser humano e não a Deus? Sinceramente, eu não consigo entender.

Temos a semana inteira para sermos abençoados por Deus e, nas poucas horas que separamos para adorá-lo em comunhão, não o fazemos, antes pedimos, determinamos e esperneamos querendo mais, mais, muito mais. Não precisamos disso para ser abençoados:

Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois aos seus amados Ele o dá enquanto dormem”. (Salmos 127:2)
Precisamos esquecer um pouco de nós mesmos e adorar mais a Deus, servir mais, se humilhar mais, pois o mundo não gira ao nosso redor.

Se não conseguimos abrir mão sequer de alguns momentos do culto para direcionarmos nossa atenção única e exclusivamente para Deus, sem buscar nada em troca, a quem queremos convencer de que Ele é prioridade absoluta em nossa vida?

Pense nisso. Faça essa simples conta em sua igreja, não dói nada, e antes de tudo, adore, não somente de lábios, mas com sua vida, permitindo que o que seus lábios proclamam reflita-se em sua conduta diária.



14 maio, 2010

Manual do usuário cristão

Por Ruy Cavalcante

Uma frase que ouço bastante no meio evangélico é: A Bíblia é o nosso manual de prática e fé.

Porém, quando olho para a prática e para a fé dos cristãos à minha volta, e por vezes para a minha mesmo, isso não parece ser algo tão absoluto assim.

É incrível como temos dificuldade de aceitar aquilo que é bíblico, como perdoar as ofensas todas as vezes que elas ocorrerem, merecendo o ofensor ou não, como buscar servir e não ser servido, como cultuar a Deus diligentemente sem buscar um retorno material por isso ou como pregar apenas o Evangelho de Cristo, sem “agrotóxicos”.

Em contrapartida, como é fácil seguirmos doutrinas e ensinos extra-bíblicos. Dúvida?

Então procura na bíblia expressões como: “Ato profético”, “palavra profética”, “determine a cura”, “tome posse da benção”, “Não deixe o diabo roubar a tua benção”, “Crente não conhece derrota”, dentre outras expressões oriundas da confissão positiva.

E as práticas então? O que falar da quantidade de simbolismos presentes em nossos cultos? É um sabonete da benção aqui, uma porta da prosperidade ali, um shofar para chamar o espírito acolá.

Temos ainda a unção dos seres viventes que nos faz imitar animais em pleno púlpito, unção do riso para darmos gargalhadas desprovidas de função, unções financeiras para todos os bolsos, além de eventos e shows gospel regados a altos cachês e muita lambada.

É meus irmãos, não basta vociferar palavras de ordem. A bíblia só será o seu “manual” de prática e fé, quando suas práticas e sua fé estiverem fundamentadas unicamente nas palavras de Cristo e na doutrina dos apóstolos.

Nesse sentido a Bíblia é bem clara:

Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho, o qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. (Gálatas 1:6-9)

Literalmente Paulo ensina que qualquer ensino fora do contexto bíblico, seja ele dado por apóstolos ou mesmo por anjos, deve ser considerado maldito. Considerando o (mau) exemplo de Saul, quando poupou a vida do rei Agague (1 Samuel 15), e foi considerado anátema, percebemos que o valor desse texto é imenso, uma vez que engloba até mesmo práticas inofensivas, consideradas corretas em outras situações.

Para fins de esclarecimento utilizarei um exemplo simplório:

Se um anjo descer dos céus e nos informar que Deus mandou seus servos mascarem chicletes todos os dias, logo ao amanhecer, isto deve ser considerado maldito, mesmo que o fato de mascar chicletes não seja em si um ato pecaminoso ou herético. Foi isso o que aconteceu com Saul, quando poupou a vida do rei, mesmo sendo aquele ato algo considerado honroso, não fosse o fato de Deus haver determinado o contrário.

Espero ter sido claro o suficiente. Deus abençoe a todos nós e nos ensine a praticar somente aquilo que Ele nos ensinou, considerando anátema quaisquer doutrinas humanas, mesmo quando possuirem aparência espiritual.



11 maio, 2010

Lançamento do Blog Intervalo Cristão - Análise de músicas



Olá irmãos e irmãs, colegas, amigos e desconhecidos freqüentadores do Blog Intervalo Cristão. A partir de agora já está disponível um novo Blog editado por mim, Ruy Cavalcante. Trata-se na verdade de um apêndice do Intervalo Cristão, direcionado para a análise de músicas Cristãs.

Neste novo Blog estarei desenvolvendo exames das letras de músicas tocadas e cantadas em nossos púlpitos, tendo como base para tal análise a Palavra de Deus.

O nome escolhido foi “Intervalo Cristão – Análise de músicas” e seguirá a mesma linha apologética do blog original, sempre com o único intuito de zelar pela Palavra imutável de nosso Senhor Jesus Cristo, fazendo uma defesa da fé genuinamente Bíblica.

Convido cada um de vocês a participarem deste singelo projeto, indicando músicas e comentando as análises, para que todos possamos crescer em sabedoria e para que possamos viver um fé cristã pura.

Para acessá-lo basta clicar na aba "análise de músicas" no menu superior do Blog, ou acessar o endereço http://intervalocristaosom.blogspot.com/

Ruy Cavalcante