25 fevereiro, 2010

Paulo e os concílios: uma conspiração contra o cristianismo

Por Ruy Cavalcante

Ao ler a bíblia mais uma vez (um “mal” costume que tenho), acabei percebendo quão inimigo do verdadeiro evangelho o “auto-proclamado” apóstolo Paulo foi. Baseado nisso, entendo que os concílios históricos, da era cristã, que deliberaram sobre o arranjo bíblico, sendo grandes responsáveis pela atual composição dos livros neotestamentários, prestaram um grande desserviço ao cristianismo ao incluir livros de autoria do referido apóstolo. Chego realmente a pensar em conspiração.

Paulo foi o maior criador de heresias da história do cristianismo, e também quem mais omitiu verdades espirituais e revelações acerca do Espírito Santo.

Pra começar, Paulo, deliberadamente, aconselha Timóteo a tomar vinho por causa de suas enfermidades (I Tm 5:23), plantando discretamente uma semente herética para que pensássemos não ser tão eficaz simplesmente determinar a cura em voz alta.

Em outro momento, num delírio absurdo, Paulo afirma categoricamente que preferia falar em sua própria língua ao invés de falar em línguas estranhas, caso o resultado dessas fosse a falta de entendimento do que se fala e ainda proibiu que assim orasse mais de uma pessoa por vez (I Co 14), omitindo ser esta a principal marca dos salvos. Para completar esta alucinação mal intencionada, o apostolo afirma que não somente o falar em línguas, mas até mesmo o operar maravilhas não significa nada se não estiver fundamentado no amor, tentando mostrar que o importante não são as manifestações espirituais, mas o coração (I Co 13). Tolo!

Posso citar ainda uma mentira descarada. Paulo tem a coragem de blasfemar contra o Espírito Santo ao escrever que, mesmo suplicando a Deus pela solução de um grande problema, que chama de espinho na carne, este simplesmente lhe responde que a Sua Graça basta (II Co 12:7-9), tentando criar um conformismo em nosso coração, achando que de fato viver com Deus é benefício suficiente para nós, negando plenamente a nossa “verdadeira” fé neopentecostal ao omitir a eficácia de tomar posse da benção ordenando a Deus que devolva o que é nosso, neste caso, retirando o “espinho” de Paulo para devolver-lhe o conforto físico e/ou emocional. Louco!

Muitos outros erros e omissões foram premeditadamente cometidos por Paulo, como por exemplo, a total ausência de instruções a respeito de objetos consagrados com poderes miraculosos e a sua persistência no ensino da servidão, suprimindo de suas páginas o nosso direito de sermos reis e controladores do universo.

Gostaria de finalizar esta pequena e incompleta lista com outra aberração cometida pelo dito apóstolo. Este “incircunciso” omite completamente do evangelho, e neste caso o próprio Jesus encontra-se sob suspeita, a grande importância para a vida cristã dos ministérios de dança e louvor. Em nenhum momento cita a necessidade espiritual para a salvação da “platéia” de tais grupos, nem tampouco afirma a sacralidade dos mesmos, pouco se importando com a necessidade de tais ministérios para o crescimento das igrejas.

Observando a bíblia dessa maneira, não me admira o fato de Paulo ter sido perseguido, açoitado e morto por pregar tais heresias. Sorte dele não ter nascido em nosso tempo, pois seu fim seria muito pior. Por outro lado, sorte nossa vivermos o tempo da restauração apostólica, pois enfim temos a revelação verdadeira trazida por nossos apóstolos, bispos, pastores e profetas neopentecostais...

Espero que tenham percebido a ironia...



24 fevereiro, 2010

Evangelho marginal

Por Ruy Cavalcante

Se não somos odiados por ninguém, ou não conhecemos pessoas o suficiente ou não falamos a verdade o suficiente. (John Piper)

Esta frase de John Piper me chamou bastante a atenção. Obviamente ele está se referindo à nossa relação com as pessoas descrentes, conforme o texto bíblico (Jo 15:18-19). Porém me chamou a atenção não somente por, no meu ponto de vista, ser uma verdade, mas também por esta verdade hoje em dia refletir a reação contra os que, dentro da igreja, pregam o verdadeiro evangelho.

Os que costumam visitar o blog sabem de que evangelho estou falando. O evangelho de Cristo, o evangelho da renúncia, do perdão, do amor, da servidão, do diminuir a si mesmo. Infelizmente este evangelho é marginal dentro de nossas congregações, bom, pelo menos na maioria delas, e os que ousam anunciá-lo, invariavelmente sofrem perseguição, afinal de contas ele não é muito popular no círculo “gospel”, ele não enche igrejas, somente o céu, e o dízimo é necessário aqui, não lá.

Eu reconheço que nem sempre a questão é “financeira”. Tem também a busca por poder, por reconhecimento e, para esse fim, o evangelho das bençãos, dos milagres, da prosperidade, ou mesmo da macumba gospel é bem mais popular e chamativa, além de possibilitar o surgimento de potências “cristãs”. Quem não quer ser o próximo Edir Macedo ou René Terranova? Para que ter uma igrejinha perseguida pelo mundo por causa do Evangelho se podemos ter grandes instituições eclesiásticas, amadas pelo mundo, disputadas pelos políticos e endeusada pelos banqueiros?

Parece faltar muito para entendermos que não é possível servir a Deus e as riquezas ao mesmo tempo (Mt 6:24)...

Não, entre nós o Evangelho não precisa ser marginal. Todos nós experimentaremos riquezas se servimos a Cristo, mas não uma riqueza que se corrói ou que se pode furtar, antes uma que permanecerá para sempre. Esta é a esperança do Evangelho genuíno: Cristo voltará e nos levará para reinar com Ele. Por que insistimos em trocar um Reino Eterno por um terreno, corruptível?

Parece que os olhos maus (Mt 6:23) estão por toda parte, especialmente dentro das igrejas. Isto não deveria ser assim...

Aos que percebem esta realidade, um conselho: Não adianta fugir, criar doutrinas que apóiam o “não congregar”, antes devemos ser agentes transformadores e, a partir de nós mesmos, reformar a aplicação do Evangelho, pois se assim não for, não faz sentido servir àquele que transformou a história, Jesus Cristo. Se assim não for, juntemo-nos então a mamon...



19 fevereiro, 2010

Caro Candidato às Eleições de 2010

Sinto muito em lhe dizer que não poderei hipotecar o apoio do nosso rebanho à sua candidatura. Por uma questão de princípios, deliberamos deixar que nossos irmãos exerçam sua cidadania sem qualquer interferência, optando pelos candidatos que melhor lhes parecer.

Por favor, não insista. Não adianta oferecer ofertas, novos instrumentos ou aparelhagem para a igreja, material de construção, ou coisa parecida. Os votos do nosso povo são inegociáveis. Não me vejo em condição de subestimar a inteligência do meu povo.

Se quiser o voto de alguém, conquiste-o, fazendo por merecer.Não venha propor representar nosso seguimento e defender os interesses de nossa igreja. Este argumento não funciona conosco. Defenda os interesses populares, a justiça, o direito, e valores que representem o interesse de toda a sociedade, e não apenas de uma seguimento religioso.

Também não venha apelar para o medo, dizendo que os valores da família precisam ser defendidos, e que, por isso, sua eleição é tão importante. Não cremos que qualquer lei, por mais imoral que seja, ponha em risco nossa liberdade religiosa, ou o bem-estar familiar. Terror não nos convence.

Infelizmente, há muitos líderes cristãos dispostos a negociar e a ceder ao assédio dos candidatos. Mas antes de procurá-los, pense bem se é certo aproveitar-se da ingenuidade do povo, e da falta de princípios dos seus líderes.

Voto não se compra, se conquista.

E mais: se além de candidato, você também for “pastor”, não use seu título para fazer propaganda política. Isso é um desserviço ao Evangelho.

Espero ter deixado bem claro a nossa posição. Não se ofenda. Não se trata de intransigência, mas de princípios. Talvez você não esperasse esbarrar com alguém que ainda defendesse tais princípios. Mas saiba que não somos os únicos. Como nos dias de Elias, Deus tem preservado um remanescente, de pessoas fiéis e comprometidas com a verdade e a justiça.

Em tempo: nossa igreja não está comprometida com nenhuma candidatura. Nosso púlpito não é palanque político. Se quiser visitar nossa igreja, fique à vontade. Mas não espere ser apresentado como candidato. Panfletar... nem pensar! Só se for do lado de fora, sem qualquer endosso de nosso ministério.

Que Deus levante homens em nossos dias, que a despeito do credo que professem, sejam éticos, sérios, e comprometidos com esta e com as próximas gerações.

Postado originalmente por Hermes C. Fernandes, diretamente em seu Blog pessoal hermesfernandes.blogspot.com.
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Minha opinião: Apesar de parecer uma brincadeira irônica, este texto explicita fatos comuns acontecidos dentro de nossas igrejas. No local onde a honestidade e a busca pela justiça (I Jo 2:29) deveria ser uma das grandes marcas, em época de eleições o que vemos muitas vezes são negociações políticas espúrias, onde a nossa relação de santidade com Cristo é trocada por uma dúzia de sacas de cimento, promessas de investimentos futuros ou mesmo um apoio político junto às nossas Convenções.
Espero que estas frases sirvam para que os leitores do Blog reflitam melhor antes de vender aquilo que recebemos de graça, porque, no final das contas, não é somente o voto que estamos vendendo...



08 fevereiro, 2010

A Bíblia numa perspectiva bíblica

Por Ruy Cavalcante
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Eu não chego a ser tradicional em relação à Bíblia a ponto de considerar sacrilégio esquece-la no banco da igreja ou sentar em cima da mesma para não sujar a calça, entretanto estou longe de vivenciar, de qualquer forma, algum ramo da teologia aberta ou de considerá-la apenas mais um livro que fala de Deus. Para mim ela é viva, eficaz e essencial para a vida de todo o Cristão e deve ser estudada e vivida em sua plenitude.

Porém, penso que ela deve ser estudada e vivida numa perspectiva unicamente bíblica. Parece algo redundante o que acabei de escrever, “viver a bíblia numa perspectiva bíblica”, e seria realmente caso a realidade em que vivemos não estivesse cada dia mais distante dela. Às vezes me sinto um herege por tocar nesse assunto, e dessa forma muitos me enxergam de fato, afinal de contas, como pode alguém como eu falar que a igreja não vive dentro de uma realidade bíblica? Como eu posso julgar os outros assim? Graças a Deus já fui “vacinado” contra isso, e o enfermeiro foi Cristo.

Infelizmente, a nossa perspectiva bíblica é humanista e egocêntrica e nos incomoda muito pensar de outra forma. Pelo bem da ética vou generalizar a partir deste ponto. Quando “nós”, cristãos evangélicos “pós modernos”, lemos a bíblia, pouco nos importa o que ela quer de fato dizer, mas sim o que aquilo pode me ser proveitoso.

Por exemplo, não importa o fato de na bíblia não encontrarmos exemplos de ministérios de louvor, especialmente dentro da nova aliança, e que eles, até por não existirem, não cobram para adorar, pois o importante é que a onda é essa, e para um ministério ser alavancado ele precisa de músicas legais que encham de prazer o ego de seus ouvintes, recheando os seus cofres e o de suas respectivas igrejas, mesmo que no fundo todos saibam que a vida de ninguém está sendo transformada por isso.

Não importa se o texto de Mateus 6:33 possui o pronome demonstrativo “estas” em sua composição, pois, se o incluirmos nas pregações, nossas igrejas se esvaziarão de todas as pessoas que estão em busca das promessas neopentecostais, ou seja, ficarão vazias e sem o bendito dízimo.

Infelizmente parece que pensamos que, não importa o que Cristo ensinou, Ele pouco sabia de nossas necessidades, pois o importante mesmo é sermos reis e rainhas, conquistadores e senhores. Deixa esse “lance” de ser servo para os discípulos dEle, nós queremos mesmo é baal...
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Para deixar bem claro, o que estou dizendo é que não importa o que eu penso ou quero quando medito na Palavra de Deus, pois ela trata do que Ele quer, não do que eu desejo que Ele queira.
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Pronto, falei.
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Agora começa 2010

Olá irmãos, peço perdão aos meus "incontáveis" seguidores. Somente agora o ano começou para mim. Passei janeiro em viagem sem direito à internet e, assim que retornei, entrei numa dengue daquelas...

Mas como sobrevivi, o jeito é continuar de onde parei, mas já aviso que estou mais "herege" que antes...

Abraço a todos, Cristo continue nos abençoando.
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