24 novembro, 2010

Subversão sim, mas que ela aconteça em mim

Nos últimos anos tem sido notório o crescimento do seguimento de Blogs Apologéticos e Subversivos na grande rede. Influenciado por eles (de certa forma) eu mesmo reativei um antigo Blog no ano passado, com uma nova cara, um novo nome e uma nova perspectiva. Logicamente que me refiro ao Blog Intervalo Cristão.

Eu acho super válido escrevermos, ensinarmos e combatermos conceitos e doutrinas contrárias ao Evangelho, assim como indicarmos soluções do Reino de Deus para o reino do homem. Mas espera um pouco ai, será que cabe a nós apenas escrevermos textos inspirativos sem que sejamos os maiores exemplos de subversão prática no dia-a-dia?

O que eu tenho percebido ultimamente é que às vezes nos perdemos no humor e esquecemos da seriedade do tema e da missão apologética, acabando por muitas vezes em não sermos a grande diferença que exigimos nos outros.

Eu pretendo continuar a subversão, acredito que trata-se de uma obra divina, mas espero que todos nós entendamos que o conflito criado por nossa agitação deve ser antes de tudo interno, gerado em nós. Assim como pensamos ser os remanescentes na pregação e no ensino do Evangelho Genuíno, sem barganhas, devemos ser também aqueles que vivem de acordo com esse Evangelho.

Ora, ser subversivo não é simplesmente escrever textos bonitos em nossos blogs ou frases impactantes no twitter, ser subversivo vai além, é ser aquele que ama de fato e em atitudes, amor este que, ao vir do Espírito de Deus, chega inundado de perdão e arrependimento e que nos faz sermos praticantes desse perdão num mundo onde essa prática é irrelevante.

Ser subversivo e apologeta é levar desaforo para casa, dando respostas bíblicas às questões da fé e do cotidiano, sem apelar para ofensas baratas, carregadas (ou escondidas com esta máscara) muitas vezes de humor, mas sem proveito prático para a vida das pessoas. O servo subversivo deve enfrentar primeiramente em si mesmo as questões que deseja tratar no reino da igreja institucionalizada, e vencer.

Não são nossas palavras que influenciarão uma mudança contínua e saudável, mas a nossa postura cristã diante das questões que têm influenciado o corpo de Cristo a levar uma vida destoante do Evangelho de Cristo.

Seremos sábios de verdade quando conseguirmos transformar o conhecimento doutrinário que alegamos ter, numa conduta semelhante à de Cristo, com julgamentos justos, amor irrestrito, serviço, perdão e paz com os homens. Nenhuma destas coisas se revela em palavras...

E que Deus nos ajude a sermos a diferença que desejamos ver...

Ruy Cavalcante



12 novembro, 2010

Eu quero o meu milagre!

Por Ruy Cavalcante

O título deste artigo parece ser outra marca da nossa geração, a geração dos milagres, dos sinais. Mas não se trata de qualquer milagre, pois esta é a geração do MEU milagre.

Parece o lema do “cada um por si e Deus por todos”. Cada um busca alcançar suas próprias metas, seus próprios milagres. Na verdade, eu não considero injusto buscarmos alcançar objetivos pessoais, porém isso se trata de uma relação também pessoal entre você, seus sonhos e Deus, não devendo se tornar uma extensão primordial da liturgia e doutrina eclesiástica.

Ainda se considerarmos a inexistência desse tipo de prática no Novo Testamento (o de reivindicar o meu milagre), esta atitude se torna bem mais estranha e sem sentido, uma vez que é possível encontrar conceitos inversos a este na Palavra de Deus:

Ninguém busque o proveito próprio, antes cada um o que é proveitoso para os outros”. (I Co 10:24)

Porém, o problema aqui não é simplesmente buscar benefícios apenas para si mesmo, sem considerar o bem dos outros, tornando-se amantes de si mesmos (II Tm 3:2), mas também que os milagres que esta geração busca, nem de longe possuem a importância dos verdadeiros milagres de que o ser humano precisa.

O verdadeiro milagre que precisamos buscar é a conversão do coração do ser humano de volta aos caminhos de amor do nosso Deus. É quando um pecador se entrega totalmente a Jesus Cristo para servi-lo, abandonando o pecado e tendo sua vida restaurada. É o milagre da fé, que age de forma a nos tornar participantes do sacrifício definitivo do Cordeiro de Deus, o único com poder para extirpar o pecado.

Este milagre é capaz de restaurar famílias, relacionamentos, enxugar lágrimas e fazer com que inimigos se tornem irmãos. Esse milagre eu também quero! Esse milagre eu também busco e não apenas para mim, mas através da pregação deste Evangelho da fé pretendo que o proveito que ele me trouxe venha sobre a vida de muitos outros.

Não se trata simplesmente de um emprego melhor, de uma conta bancária “gorda” ou de uma casa própria. Trata-se de salvação da alma, amor e perdão.

O amor que somente o milagre de Cristo, simbolizado pelo sinal de Jonas, pode nos dar...

Pense nisso.