30 janeiro, 2011

Fazendo as pazes com a razão

Por Ruy Cavalcante

"Irmãos, o bom desejo do meu coração e a minha súplica a Deus por Israel é para sua salvação. Porque lhes dou testemunho de que têm zelo por Deus, mas não com entendimento. Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à justiça de Deus. Pois Cristo é o fim da lei para justificar a todo aquele que crê". (Rm 10:1-4)

Esta passagem da carta de Paulo aos romanos traz à tona as graves conseqüências de se viver uma fé sem entendimento, sem que façamos uso de nossa razão de forma a conectar a Palavra de Deus à nossa realidade diária, especialmente no que se refere à nossa relação com Deus e com Seus planos.

É temeroso demais para mim, como cristão evangélico, perceber quão importância Paulo atribui à razão quando declara que nem mesmo um zelo genuíno por Deus pode nos livrar da conseqüência de não se alcançar a Sua justiça quando não entendemos os Seus planos, especialmente aqueles relacionados à obra de Cristo e o propósito de Sua jornada na terra.

Numa época onde as emoções tomaram o papel pertencente à razão (o de determinar através do discernimento espiritual e do entendimento das Escrituras o que vem e o que não vem de Deus), a afirmação de Paulo torna-se extremamente preocupante. As experiências são hoje a prova da verdade, pois não se pergunta mais sé determinada prática ou ensino é verdadeiro, mas questiona-se apenas se “dá certo”.

Algo semelhante a isso estava sendo vivido pelos romanos. Tinham a preocupação de estar agradando a Deus, porém desconectados da verdade do Evangelho. A conseqüência disso? Não estavam vivendo uma justiça verdadeira, vinda de Deus, mas uma justiça de homens, que não tinha poder para salvá-los. 

Note que Jesus é a justiça de Deus, pois é através dEle que somos justificados.

Mas para alcançar a Justiça de Deus (Jesus) não basta capricho, é necessário entendimento, é necessário devolver à razão o seu papel dentro do cristianismo que é o de processar as informações do que nos cercam, interpretando-as com o auxílio do Espírito Santo, de forma a vivermos uma fé prática, conectada à verdade do Evangelho de Cristo.

Ora, a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm 10:17) e isso significa que ela vem através do entendimento dos planos e princípios de Deus explícitos na Cruz. Ela não vem de experiências sensitivas e Paulo confirma isso no mesmo capítulo da carta aos romanos, quando declara que só é possível invocar o nome de Deus quando ouvimos e entendemos a Palavra de Deus. Invocar, segundo o mesmo contexto, significar viver uma fé com entendimento, a ponto de alcançar justiça, ou justificação (Rm 10:9-14).

Reconheço que este é um assunto complexo, que se desenrola por campos pouco explorados em nossas igrejas, nas escolas bíblicas e afins, como a relação entre Antigo Testamento e a nova vida com Cristo, o uso da razão e o papel das emoções, mas os tempos são difíceis e precisamos voltar a experimentar o Evangelho Genuíno de Cristo, a Palavra de Fé e não apenas as sensações buscadas por boa parte de nossa geração. Não podemos correr o risco de viver uma justiça falha, que não provém de Deus.

Façamos então a pazes com a razão, e coloquemos nossas emoções em seu devido lugar, que é o de nos levar a refletir uma nova natureza, fazendo-nos compadecidos do sofrimento alheio.

Fonte da imagem: http://raciocinioteologico.blogspot.com



15 janeiro, 2011

E se eu der tudo?

Assista o vídeo abaixo:



Poucas vezes é necessário que você dê tudo para ajudar alguém, entretanto parece que boa parte da igreja não entende a necessidade de buscar o que é proveitoso para as outras pessoas, antes mesmo de buscar satisfazer a si mesmo.

Parece que o amor por si superou toda a necessidade cristã que temos de fornecer ajuda aos que sofrem. Nossa teologia deixou de ser prática e torna-se cada dia mais egocêntrica, preocupada em explicar os caminhos para a satisfação pessoal, leia-se prosperidade e sinais.

Não precisa ser assim, você pode transformar vidas anunciando o Cristo verdadeiro, distribuindo o amor que recebeu dEle, dando suporte ao necessitado, orando por ele, colocando-se à disposição, perdoando as pessoas que te ofenderam enfim, sendo cristão.

O dinheiro não é tudo, muitas pessoas precisam de você desesperadamente, mesmo sem saber, e essa tua busca por satisfação está te afastando delas...

@pensenisso
Ruy Cavalcante



13 janeiro, 2011

Cristãos assassinados por amarem a Cristo. Eles existem!

Por Renato Vargens

Todos os anos milhares de cristãos são mortos por sua fé. A missão Portas Abertas tem relatado inúmeros casos onde crentes em Jesus são brutalmente assassinados. Um exemplo disto é o caso de Dois irmãos que foram mortos a tiros no norte do Iraque na segunda-feira, dia 22. Trata-se do último de uma série de crimes contra essa minoria religiosa no país.

Os irmãos Saad e Raad Hannah estavam trabalhando na loja de produtos automobilísticos deles, em Mossul, quando homens armados chegaram a atiraram neles, fugindo em seguida, segundo a polícia.

Um funcionário de um hospital de Mossul confirmou as mortes. As fontes pediram anonimato, pois não estavam autorizadas a falar com a imprensa. Vários cristãos estão deixando o Iraque, em meio ao temor por causa de uma série de ataques contra pessoas dessa religião.

Caro leitor, mais de 250 milhões de cristãos no mundo sofrem algum tipo de perseguição. Segundo a missão Portas Abertas a Coréia do Norte ocupa a primeira posição na classificação mundial de países por perseguição ao Cristianismo. O levantamento, organizado todos os anos pela Missão, é um referencial da liberdade religiosa no mundo e revela os Estados onde a Igreja sofre as piores restrições. Pela sétima vez consecutiva, o regime comunista do país asiático aparece como o maior opressor, seguido pelo reino muçulmano da Arábia Saudita e pelo Irã, cujo regime islâmico completa três décadas este ano.

A fé fundada por Maomé também é a religião oficial no Afeganistão, na Somália e nas Ilhas Maldivas, nações que ocupam a quarta, quinta e sexta posições, respectivamente. O Afeganistão subiu na lista este ano, como resultado do aumento da pressão por parte do movimento talibã ano passado. Embora tenha sido derrubado do poder pelas forças militares dos Estados Unidos em 2002, o grupo ainda é muito influente no país e extremamente violento em relação à Igreja Cristã. O Iêmen, também muçulmano, ocupa a sétima posição e o Laos, no Sudeste Asiático, permanece como o oitavo colocado da lista.

Dois novos países aparecem entre os dez primeiros: Somália e Eritréia. Na Somália, o número de incidentes contra cristãos aumentou dramaticamente em 2008, com relatos de pelo menos dez assassinatos, o que explica sua subida do 12º lugar para o quinto neste ano. Na Eritréia, não houve grandes mudanças na falta de liberdade religiosa para os cristãos, mas o deslocamento de outros países fez com que ela figurasse entre os dez piores. Já na comunista China, cujo governo ainda fecha igrejas, prenda e moleste fisicamente muitos cristãos, não houve relatos de crentes mortos por causa de sua fé.

O Butão, pequeno país budista da Ásia, deixou de integrar a relação dos dez primeiros porque adotou uma Constituição mais abrangente em termos religiosos. Em compensação, em 2008, a situação da liberdade religiosa para os cristãos piorou sensivelmente no Paquistão, Iraque, Mauritânia, Argélia, Nigéria (Norte), Indonésia, Bangladesh e Cazaquistão. A Índia, embora se denomine a maior democracia do mundo, assistiu a episódios de estrema violência contra os cristãos ano passado. Mais de mil deles foram massacrados por grupos radicais hindus no Estado de Orissa. Em muitas das nações listadas, o evangelismo é proibido por lei e muçulmanos que deixam a fé de Maomé para aderir ao Cristianismo podem até ser condenados à morte.

Diante disto, cabe a nós orarmos a Deus rogando misericórdia sobre milhões de irmãos que por causa de Cristo e do Evangelho sofrem todo tipo de perseguição.



Postado originalmente sob o Título "Cristãos assassinados por amarem a Cristo", no Blog do Pastor Renato Vargens.