25 abril, 2014

Sim, Jesus mostrou como se julga!



Por Ruy Cavalcante

Não é novidade alguma que a turma do “não julgueis” cresce cada dia mais dentro da comunidade evangélica, mesmo com toda a deturpação da essência do Evangelho que esta expressão acompanha. Como ela cresce, cresce também a necessidade de se continuar falando a respeito, a fim principalmente de acalmar aqueles irmãos que estão amedrontados com a possibilidade de serem amaldiçoados, caso repreendam os falsos profetas e erros doutrinários pelos quais são bombardeados todos os dias.

O interessante dessa turma é que condenam apenas aqueles que julgam os erros cometidos pela própria igreja, mas nada falam quando o julgamento é contra os de fora da igreja evangélica (como os políticos, por exemplo) ou contra os adeptos de outras religiões. Mais irônico ainda é que na medida em que condenam o julgamento contra os da Igreja, eles mesmos estão praticando um julgamento, e neste caso um julgamento absolutamente hipócrita, este sim condenado por Jesus (Mt 7:5).


Por certo, existem várias justificativas para este tipo de comportamento, donde uma das principais é se utilizar de algumas passagens referentes a Jesus, no que tange seu tratamento com pecadores com os quais Ele se relacionava.

Quanto a isto, gostaria de esclarecer algo. Notem que não se pode fundamentar, nas atitudes de compaixão e solidariedade de Jesus para com os pecadores do povo, a ideia de que não podemos agir de outra maneira diante daqueles que, dentro da igreja, deturpam o Evangelho.

Nos evangelhos há uma clara distinção entre o tratamento dispensado por Jesus aos pecadores comuns, e o tratamento que o mesmo Jesus dispensava aos falsos mestres, falsos profetas, fariseus, saduceus e aqueles que faziam comércio das (e nas) coisas de Deus.

Para os pecadores comuns Ele dizia coisas como: "Eu também não te condeno, vá e não peques mais" (Jo 8:11). Atitudes semelhantes encontramos aos montes, e Ele de fato tinha um tratamento bem especial diante de pecadores como a mulher adúltera, publicanos, dentre outros, atitudes das quais temos grande necessidade de imitar.

Porém para os pecados cometidos contra a verdade das sagradas Escrituras, Ele mudava totalmente o discurso, dizendo coisas como: “Hipócritas! Raça de víboras! Sepulcros caiados! Bandidos! Salteadores!” (Mt 21:12-13; Mt 23).

Notam a diferença?

Ele nunca tratou como "raça de víbora" um pecador do povo, uma pessoa comum que, pela sua natureza caída, pecou, mas tratou assim todos aqueles que, conhecendo a verdade, não se submetiam a ela, antes a deturpavam de todas as formas possíveis!

Ora, se é pra se fundamentar nas atitudes de Cristo, façamos então isso, e ensinemos isso, mas de forma completa, não apenas na parte que nos interessa de forma a justificar nossa omissão, nossa covardia e, por vezes, nossa aprovação aos falsos mestres que vomitam dia e noite na sã doutrina. Observe o que o Apóstolo João fala a respeito destas coisas:

Todo aquele que vai além do ensino de Cristo e não permanece nele, não tem a Deus; quem permanece neste ensino, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz este ensino, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda participa de suas más obras. (II Jo 1:9-11)

Esse texto é auto explicativo, portanto não há necessidade de comentar a respeito dele.

Em tempo, quando me refiro a “julgar”, falo sempre na perspectiva bíblica, que toma por fundamento e diretriz a inerrante Palavra de Deus, não nossos “achismos”, dogmas, tradições e preconceitos. Devemos julgar sim, mas com fundamento nas Escrituras, quer seja para aprovação, quer seja para a reprovação de ensinos e atitudes, tendo por motivação primária o amor pelo perdido, para que ele não se perca ainda mais, achando que se encontrou.

Vocês não sabem que haveremos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas desta vida!” (Co 6:3)

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Publicado originalmente no Blog Púlpito Cristão.



16 abril, 2014

Lua sangrenta, fique alerta! Ou não...

Por Ruy Cavalcante


O vídeo a seguir refere-se ao eclipse lunar ocorrido na madrugada do dia 15/04/2014.





Como já era de se imaginar, o assunto da semana, inclusive um dos mais comentados no Twitter, foi a denominada “lua sangrenta”. Isso era esperado dada a grande quantidade de cristãos que tem anunciado este evento como um cumprimento da profecia de Joel. Gostaria então de deixar algumas considerações. Vejamos o que disse o profeta:
Mostrarei maravilhas no céu e na terra, sangue, fogo e nuvens de fumaça. O sol se tornará em trevas, e a lua em sangue; antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo, pois, conforme prometeu o Senhor, no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento para os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar. (Joel 2:30-32 – grifo meu – ver também At 2:20; Ap 6:12)

Não pretendo me aprofundar teologicamente nesta profecia, portanto vamos direto aos pontos.

Em primeiro lugar, a profecia de Joel claramente se refere a um evento bem mais espetacular, sem contar o fato de os “profetas” modernos e demais evangélicos mais admirados ignorarem completamente o que acontecerá com o sol. Como falei, não entrarei pela seara escatológica nem buscarei respostas a respeito da literalidade ou não da profecia, mas é fato que nada ocorreu com o sol, e esse eclipse lunar não é tão parecido assim com uma lua transformada em sangue, ora bolas. Além disso o eclipse não pode ser visto na maioria dos lugares, como então Jesus nos mandaria observar os sinais, se eles sequer poderiam ser vistos por todos nós?

Em segundo lugar, eventos como esse são comuns, mais do que podemos imaginar. De acordo com os cientistas, a tétrade (maneira como é conhecida uma sequencia de 4 eclipses lunares) “é um fenômeno perfeitamente explicado e previsível: só neste século serão oito, sendo a que se inicia no dia 15 a segunda delas” (Fonte: Revista Veja online, do dia 14-04-14).

Em terceiro lugar, como tem sido anunciado por muitos “profetas”, esta atual tétrade ocorrerá em datas que coincidem com algumas festas judaicas, o que confirmaria ser este um genuíno sinal da volta de Cristo. Entretanto, como acredito ser do conhecimento da maioria daqueles que acompanham o Púlpito Cristão, o calendário judaico é baseado nas fases da lua (para ser mais exato ele é lunissolar), sendo, portanto comum que suas festas aconteçam em períodos de lua cheia, justamente o período em que estes eclipses ocorrerão.

Posto isso, apesar de desejar apaixonadamente a volta de nosso Senhor Jesus Cristo, não vejo como a sequencia de 4 eclipses lunares, iniciadas na madrugada deste dia 15 de abril de 2014, possa ser um genuíno sinal de sua volta. Na verdade, todas as vezes que fenômenos fora do comum acontecem (guerras, terremotos, novos papas, meteoros, etc.), “pipocam” inúmeras profecias, seminários, alertas e discursos apaixonados de pessoas que avocam um conhecimento espiritual privilegiado a respeito da segunda vinda de Cristo, porém sempre se esquecem do principal. Com a palavra o Mestre Jesus:

Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. Mas entendam isto: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Assim, também vocês precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam. "Quem é, pois, o servo fiel e sensato, a quem seu senhor encarrega dos de sua casa para lhes dar alimento no tempo devido? Feliz o servo a quem seu senhor encontrar fazendo assim quando voltar. Garanto-lhes que ele o encarregará de todos os seus bens. Mas suponham que esse servo seja mau e diga a si mesmo: ‘Meu senhor se demora’, e então comece a bater em seus conservos e a comer e a beber com os beberrões. O senhor daquele servo virá num dia em que ele não o espera e numa hora que não sabe. Ele o punirá severamente e lhe dará lugar com os hipócritas, onde haverá choro e ranger de dentes”. (Mateus 24:42-51)

Vou resumir o que ele disse: Mais importante do que perceber os sinais, é que cada um esteja preparado, vivendo em santidade, caminhando com Cristo, servindo a Deus. É assim que devemos ser encontrados quando Ele retornar para buscar sua noiva imaculada.

Portanto, mesmo que a lua seja de sangue, que o sinal seja da besta ou dos bestas, andemos cada um de nós como Cristo andou, dessa forma podemos gritar sem medo: Maranata! Ora vem Senhor Jesus!



10 abril, 2014

Minha igreja não vive o Evangelho, o que faço?


Muitas pessoas têm me perguntado como agir quando se está descobrindo (ou redescobrindo) as verdades do Evangelho, e percebendo o quanto sua igreja está fora destes princípios. Acredito que esta seja uma indagação de muitos, por isso resolvi escrever este texto como uma resposta, ou um conselho a eles, consciente de que o que falarei a seguir não se trata de uma regra, tampouco um padrão de conduta, mas simplesmente o que a minha (pouca) experiência tem me evidenciado.

Para iniciar de forma bem direta, meu conselho é que não saia da Igreja! Pelo menos por enquanto.

Explico.


Como sabemos, em bora de formas diferentes a Graça de Deus alcança a todos sem distinção, tanto justos quanto injustos. Sabemos também que os ministérios e dons, conforme Efésios 4 e Coríntios 12, são levantados para edificação do corpo, para que um dia todos nós cheguemos à “estatura de Cristo”, ou seja, para que os indivíduos da igreja se tornem cada dia mais parecidos com Jesus, até que Ele volte. Além disso, esta obra de libertação através do Evangelho é realizada exclusivamente por Deus, para fins proveitosos, conforme o mesmo texto de Coríntios.

Por esse e outros motivos, eu tenho convicção de que Deus executa esse esclarecimento de suas verdades, nos confronta com ela, para que, além de sermos por Ele aperfeiçoados, possamos ser instrumentos dEle no local onde estamos, seja instrumento para transformação, ou para juízo (no sentindo de que, uma vez mostrando a verdade e ela não sendo aceita, tornam-se ainda mais indesculpáveis).

Infelizmente, na maioria das vezes os irmãos que passam por este processo de restauração, ou não tem autoridade suficiente na igreja para conseguir uma luta justa, ou se tem, perdem-na assim que iniciam sua batalha em favor do Verdadeiro Evangelho. Uma possível solução, também por convicção, é a seguinte: Testemunho pessoal.

Ora, uma vez confrontados individualmente por estas verdades, cabe a cada um de nós sermos o exemplo daquilo que pregamos. Se falarmos sobre amor, devemos ser os primeiros a amar, se ensinarmos sobre perdão e cobramos os outros a isso, devemos ser os primeiros a perdoar, se combatermos o apego a coisas materiais, devemos ser os primeiros a nos desapegar, se questionarmos doutrinas extra bíblicas devemos ser os primeiros a agir em conformidade com a Palavra, e assim por diante.

Não é nada fácil, mas a possibilidade que estas pessoas têm de ajudar suas respectivas congregações começa justamente em ser o exemplo pra elas, pois embora talvez não consigam “influenciar” a congregação inteira, um testemunho genuinamente cristão, de forma a se tornarem irrepreensíveis, possui efeitos incríveis dentro de uma comunidade cristã.

Claro, não há garantias de que isso "funcionará" sempre, uma vez que, como disse acima, este processo de restauração é obra exclusiva de Deus, mas entendo que seja o único caminho possível, até que se conquiste uma voz dentro da congregação e ai sim, a coisa fica um pouco mais fácil. 

Haverá casos em que “não suportarão a sã doutrina”, nestes casos o único caminho será sair, ou ser expulso, como já vem acontecendo em muitos lugares, inclusive com amigos meus, alguns destes fatos já narrados neste mesmo blog. Mas quando isso acontece, em geral Deus já tem preparado um lugar para eles, deixando claro que o caminho que eles trilharam foi o correto. Quanto a essa questão de abandonar a congregação, creio que Deus esclarecerá o momento de tal coisa acontecer, caso procedam em conformidade com sua Palavra.

Entenda o que tento falar: Compreender a verdade do Evangelho e simplesmente abandonar a congregação sem sequer tentar fazer algo para que seus irmãos também a compreendam, é semelhante a estar numa canoa furada com seus amigos, em alto mar, receber uma grande boia, se agarrar sozinho a ela e abandonar a canoa, deixando seus amigos naufragarem sem sequer esboçar ajuda-los.

No mais, não existe uma regra, um segredo, um pulo do gato... TODOS VOCÊS PASSARÃO POR DECEPÇÕES, resta saber se estão dispostos a isso por conta da fidelidade à Palavra de Deus, pois como ensinou Paulo ao seu discípulo Timóteo:

“E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições”. (2 Tm 3:12)

Conheço casos e mais casos onde estas coisas ocorreram. Alguns conseguiram uma voz e puderam ajudar a congregação, outros tiveram êxito apenas com parte da igreja, outros estão no meio da batalha e outros foram expulsos ou tiveram de bater a poeira dos pés e encontrar um novo lugar para congregar. Eu mesmo já passei por esse processo, duas vezes. Na primeira precisei sair, noutra estou até hoje, sem grandes problemas, pois agora são de fato minha família.

Então é isso, no mais estarei orando por você que estão passando por situação semelhante e no que precisarem estarei sempre a disposição.

Deus abençoe a todos nós. Paz.

Ruy Cavalcante

Fonte da imagem: http://www.jesushoje.com/ 



02 abril, 2014

O pequeno Davi Mateus precisa de socorro!


Este é o Davi de Mateus, ele tem 05 anos de idade é AUTISTA E DEFICIENTE VISUAL, mora aqui em Rio Branco - AC. Ele é filho da dona Sueli, uma família muito humilde que precisa de muita ajuda. Conforme informação de sua mãe, a deficiência visual de Davi pode ser corrigida através de cirurgia. 

Por esta razão pessoa ajuda a todos os meu amigos, VAMOS TODOS CONTRIBUIR para ajudar o pequeno Davi. Se o autismo não tem cura para medicina, podemos ajudar o Davi a ter sua visão recuperada, mesmo que seja parcialmente. Além disso a família vai necessitar de ajuda para custear despesas com remédios e outras necessidades urgentes. O valor da vaquinha não resolverá todos os seus problemas, mas será uma grande ajuda para dar esperanças ao futuro do pequeno Davi.

Lembro a todos que não há garantias de que Deus te dará 100 vezes mais de tudo o que você ajudou, ou que abrirá as comportas do céu sobre a sua vida, ou que te fará prosperar, ou que te cobrirá de honras... mas com certeza você será parte essencial no sorriso de uma família que está realmente necessitada de ajuda.

As informações de contato são:

DAVI DE MATEUS SOUZA DA CONCEIÇÃO, FILHO DE SUELI BEZERRA DE SOUZA, RESIDENTE NA RUA BOA UNIÃO, 60, BAIRRO BAHIA NOVA, TEL. (68) 9213-8208/ (68) 9979-3057

Ajudem com doações, orações ou simplesmente compartilhando esta postagem. E que Deus abençoe a todos.

OBS.: Para doações em dinheiro de qualquer lugar do Brasil, acesse o link da Vakinha online, é seguro, fácil e rápido.

Que Deus abençoe a todos, paz.